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Pelo Mundo ESPM – Monteiro Lobato

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Felipe Padovese – (2º semestre)

Analu Rigatto – Antônio Molina – (4º semestre)

Monteiro Lobato nasceu em Taubaté, São Paulo, no dia 18 de abril de 1882. Era filho de José Bento Marcondes Lobato e Olímpia Monteiro Lobato. Alfabetizado pela mãe, logo despertou o gosto pela leitura, lendo todos os livros infantis da biblioteca de seu avô, o Visconde de Tremembé. Ele foi um escritor e editor brasileiro. “O Sítio do Pica-pau Amarelo” é sua obra de maior destaque na literatura infantil. Criou a “Editora Monteiro Lobato” e mais tarde a “Companhia Editora Nacional”. Foi um dos primeiros autores de literatura infantil de nosso país e de toda América Latina.

Monteiro Lobato fez seus primeiros estudos em sua cidade natal. Em 1896, com 14 anos, foi estudar em São Paulo no Instituto de Ciências e Letras. Em 1898 ficou órfão de pai e logo em seguida, perdeu sua mãe, ficando aos cuidados do avô.

Ao nascer, Lobato foi registrado com o nome de José Renato Monteiro Lobato, mas após a morte do pai em 13 de junho de 1898, queria usar a bengala que pertencera ao pai e tinha as iniciais J.B.M.L. gravadas no topo do castão. Por isso, resolveu mudar de nome para que suas iniciais ficassem iguais às do pai e desde então passou a se chamar José Bento Monteiro Lobato.

Sob a imposição do avô, em 1900, Lobato ingressou na Faculdade de Direito de São Paulo, embora preferisse estudar Belas Artes.

Lobato escrevia também para o jornal da faculdade onde já mostrava sua preocupação com as causas nacionalistas. Na festa de formatura, em 1904, fez um discurso tão agressivo que vários professores, padres e bispos se retiraram da sala.

Nesse mesmo ano voltou para Taubaté. Prestou concurso para a Promotoria Pública, assumindo o cargo na cidade de Areias, no Vale do Paraíba, no ano de 1907.

Monteiro Lobato casou-se com Maria Pureza da Natividade em 28 de março de 1908. Com ela teve quatro filhos, Marta (1909), Edgar (1910), Guilherme (1912) e Rute (1916).

Monteiro Lobato é um autor do Pré-Modernismo e destaca-se nos gêneros conto e fábula.

Geralmente, retrata vilarejos decadentes e as populações do Vale do Paraíba, no momento da crise do plantio do café.

Monteiro Lobato foi um contador de histórias, preso ainda a certos modelos realistas. Dono de um estilo cuidadoso, não perdeu a oportunidade para criticar certos hábitos brasileiros, como a cópia de modelos estrangeiros, nossa sobrevivência ao capitalismo internacional, etc.

Com a publicação de “O Escândalo do Petróleo” (1936) denuncia o jogo de interesses motivados pela extração do petróleo. Com isso, critica o envolvimento internacional das autoridades brasileiras. Em 1941, durante a ditadura de Vargas, foi condenado a seis meses de detenção, acusado de ataques ao governo.

Ficou famoso o seu polêmico artigo intitulado “Paranoia ou Mistificação?”, publicado no Jornal O Estado de São Paulo em 1917. Nele, criticou a exposição de pintura expressionista de Anita Malfatti, considerando seu trabalho resultado de uma deformação mental.

Sítio do Picapau amarelo, é uma obra composta por uma série de livros ao todo são 23 volumes, escrita entre os anos de 1920 e 1947.

Os personagens de Lobato ficaram conhecidos por várias gerações de crianças de diversos países. Chegaram à televisão brasileira na década de 60 com o seriado “O Sítio do Picapau Amarelo”.

Nessa história, Lobato aproveita para transmitir às crianças os valores morais, conhecimentos sobre nosso país, nossas tradições e demostra a alegria na área rural.

Jeca Tatu, com esse seu personagem do livro Urupês, um tipo caipira acomodado e miserável, Lobato critica a face de um Brasil agrário, atrasado, cheio de vícios e vermes.

Com barba por fazer, Jeca Tatu é um homem bastante pobre, desanimado e aparentemente preguiçoso. Ele vive com sua mulher, dois filhos e é sempre acompanhado pelo seu cão.

Mais tarde, se descobriu que Jeca Tatu tinha amarelão e, assim, que vivia sem vontade de trabalhar e desanimado em consequência da doença.

Após ser tratado, é curado da doença e prospera na vida se tornando um grande fazendeiro.

Em 1911 perdeu seu avô, herdando a fazenda Buquira para onde se mudou pretendendo ser fazendeiro. Começou a escrever o conto “O Boca Torta” que seria o primeiro de uma série que mais tarde foram reunidos sob o nome de Urupês.

Entusiasmado com o sucesso de Urupês, em 1919, Monteiro Lobato fundou a Editora Monteiro Lobato, a primeira editora nacional, através da qual publicou seus primeiros livros infantis.

Em 1921 publicou “Narizinho Arrebitado”, que depois passaria a chamar-se “Reinações de Narizinho”. Em seguida publicou “Saci” (1921) e “O Marquês de Rabicó” (1922).

As obras infantis fizeram grande sucesso, o que levou o autor a prolongar as aventuras de seus personagens em outros livros girando todos ao redor do “Sítio do Pica-pau Amarelo”.

Em 1924, a Revolução Paulista levou sua editora à falência. Depois de vender tudo, Lobato e o amigo Octalles fundaram outra editora só para imprimir livros didáticos: a “Companhia Editora Nacional”. Mudou-se então para o Rio de Janeiro. Áudio 8

Monteiro Lobato morreu em 4 de julho de 1948, aos 66 anos, em decorrência de um segundo espasmo cerebral. O corpo do escritor foi velado na Biblioteca Municipal de São Paulo.

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