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Economia busca recuperação com a flexibilização da quarentena

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Rafael Saldanha (2º semestre)

O governo de São Paulo anunciou, dia 27 de maio, o Plano São Paulo, flexibilizando a quarentena em prol da retomada da economia, assim como fizeram outros estados no período. A Covid-19 já contaminou quase quatro milhões de pessoas e matou mais de 120 mil no Brasil, segundo a OMS, em pouco mais de seis meses desde o primeiro caso da doença, no país, em fevereiro. Além das diversas vidas desestabilizadas, a economia sofreu grandes abalos decorrentes do fechamento do comércio, porém, com a flexibilização da quarentena, tenta se recuperar. 

De acordo com os números do Ibovespa, a bolsa de valores brasileira atingiu 119 mil pontos no dia 22 de janeiro, maior alta da história. Entretanto, chegou a 66 mil pontos dia 17 de março, logo no início da pandemia. Em 28 de julho, após o afrouxamento da quarentena, o índice alcançou os 105 mil pontos, mostrando boa recuperação. 

“O mercado financeiro foi fortemente impactado pela crise.  A bolsa de valores se desvalorizou e está cerca de 12% negativa no ano, o Real foi a moeda que mais se desvalorizou no mundo (-35%) e o Brasil hoje não é um país atrativo para o investidor estrangeiro devido às incertezas decorrentes do impacto da pandemia e também pela imagem desgastada do país no exterior”, comentou o economista Pedro Aguiar.

Aguiar ainda disse que a situação é complexa e negativa, porém se o governo avançar com reformas e evidenciar sinais positivos, o mercado financeiro tem boa oportunidade para uma retomada. 

O Banco Central divulgou, na última sexta-feira (28), o estudo Focus, que apresenta um relatório do mercado em 2020 e previsões até 2024, demonstrando gráficos e números de importantes fatores econômicos como o IPCA (Índice de Preço ao Consumidor Amplo), PIB, produção industrial e a balança comercial. Depois de uma grande queda destes aspectos em março até o final de junho, nota-se e espera-se uma retomada forte para os próximos meses e anos, segundo o Bacen. 

O Tesoureiro do Banco Santander Brasil, Luiz Masagão, comentou sobre a postura do setor privado corporativo durante a pandemia. “: A primeira reação do mercado corporativo foi de preservação de liquidez. As empresas começaram a segurar caixa e a tomar financiamentos em grandes volumes para arcar com suas obrigações, num cenário que suas vendas parariam. Após alguns meses, essa situação se normalizou”, disse Masagão. 

“O Santander tomou uma série de ações para ajudar seus clientes e a economia. Junto com o Banco Central e os maiores bancos do Brasil, disponibilizamos uma linha de crédito a preços subsidiados para empresas pagarem suas folhas de funcionários durante a crise, ajudando na preservação de empregos; desembolsamos mais de 10Bi de reais somente no mês de março em novos créditos para empresas”, completou o executivo sobre ações internas do Banco Santander. 

Segundo informações da Pesquisa Pulso Empresa: Impacto da Covid-19 nas Empresas (dados conjuntos ao IBGE), 522 mil negócios faliram na primeira quinzena de junho, decorrente da pandemia e do fechamento do comércio. 99,2% (518,4 mil) desses empreendimentos eram de pequeno porte. 

Visto isso, a Caixa Econômica Federal e uma série de bancos como o Bradesco e o Banco do Brasil, em parceria com o Sebrae, disponibilizaram no final de julho uma linha de crédito para ajudar no financiamento de micro e pequenos negócios. O Fampe (Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas) possibilita que pequenos empreendedores exerçam suas ideias e cresçam suas empresas em meio a pandemia. 

João Blasi, estudante de economia no Insper, falou sobre as impressões com a flexibilização da quarentena e a expectativa para o futuro próximo. “Tendo em vista a desaceleração na taxa de contágio, a decisão de uma flexibilização gradual da quarentena é apropriada. Muito se falou do “novo normal” e creio que agora estamos nesse momento, com o comércio se adaptando as regras sanitárias impostas pelos órgãos estatais competentes, o que é muito bom, já que mesmo com a reabertura conseguimos alcançar uma desaceleração do vírus. Especialmente em São Paulo vejo nosso momento como promissor. Há um aquecimento no consumo que tende a aumentar junto à flexibilização e a queda de contaminados”, opinou o universitário. 

Apesar da queda de 9,7% do PIB (IBGE) no segundo semestre deste ano, em relação aos três meses anteriores – equiparando-se ao nível econômico de 2009 – o Ministro da Economia Paulo Guedes disse ontem (01) que “esse é o barulho do raio que caiu em abril”, referindo-se ao início da pandemia. Ademais, Guedes assegurou a retomada da economia, com a geração líquida de empregos de 131.010 e o programa de suspensão temporária de salários que preservou 11 milhões de empregos até o momento, segundo ele. 

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