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Comércio online cresce no Brasil, mas ainda é pouco explorado

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Felipe Padovese (1º semestre)

Varejo digital é a forma de comércio que mais tem se destacado no mundo, atualmente. O ambiente online é utilizado tanto para compras de bens descartáveis como roupas e bens essenciais, como comida e remédios. Contudo, mesmo com o impulsionamento em 2020, ocasionado, entre outros motivos, pela pandemia de covid-19, um crescimento de 56,8%, de acordo com o ABCOMM (Associação Brasileira de Comércio Eletrônico), o ramo ainda não apresenta todo seu potencial no Brasil.

O acesso à internet e aparelhos celulares com conexão é fundamental para o crescimento do e-commerce. Porém, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), cerca de 26% dos domicílios rurais e urbanos do Brasil ainda não possuem acesso à internet.

No Brasil, o comércio online tem alcançado números altos, e dados que se mantêm crescentes ao longo dos anos, mesmo antes da pandemia. Segundo a ABCOMM, em 2018 o crescimento foi expressivo, uma elevação de 12% com arrecadação de 53 bilhões. E superando as expectativas, era especulado para 2019 um crescimento de 15%, porém o real crescimento foi de 23,6%. Ainda de acordo com a ABCOMM, o Brasil se manteve estável no modal online durante época de pandemia, e, em 2020, chegou ao crescimento de 56,8% com um faturamento total de 41,2 bi de reais.

Dados colhidos pelo site Infomoney informam que uma das esferas que mais tem se desenvolvido no mercado virtual é o setor de alimentação. O ramo já vinha crescendo mais de 100% ao ano no período anterior à pandemia, mas, após o seu início, com restrições de circulação e fechamento de espaços físicos no ramo alimentício, a demanda de alimentos via delivery cresceu 250%.

Na opinião de Letícia Vaz, CEO da marca LV Store, que atualmente conta com mais de 370 mil seguidores em uma rede social, o comércio digital é pouco explorado e ainda existem divergências entre o modal online e o fator humano. “Eu acho que o e-commerce tem muito para crescer ainda no pós pandemia, principalmente no Brasil onde ele é muito pouco explorado, as pessoas compram pouco ainda pela internet se compararmos com os números de vendas online em outros países”, opina Letícia.

Isso acontece, na visão de Letícia, por dois fatores principais, e o primeiro é a confiança: “O brasileiro tem dificuldade em confiar e em comprar produtos que ele não esteja vendo, sentindo, provando e até mesmo em confiar que a entrega será realizada da maneira correta. Ainda existe muita desconfiança do meio online”, diz ela.

Ela também relaciona a falta de consolidação do e-commerce com a precariedade de recursos tecnológicos. “A internet no Brasil é muito ruim, o nosso 4G é um dos piores do mundo, nossa velocidade média é de 19 MegaBytes, muito abaixo do que a gente tem nos outros países. Isso acaba dificultando. Muitas regiões são muito interioranas, muitas pessoas não têm internet”, aponta.

Além disso, por ser um meio pouco explorado, ainda é uma tarefa muito difícil gerir um negócio online. Por isso deve ser feita uma complementação entre meio físico e meio online. “Para mim a melhor estratégia é a de um multicanal. O online não substitui o físico e vice-versa, diferente do que a maioria pensa eles são meios complementares. Você precisa estar no digital hoje, mas ao mesmo tempo é muito interessante que você tenha um ponto físico de contato, seja um ponto para receber trocas e devoluções, para baratear seu custo de logística ou seja para retirada de produtos”, completa a CEO.

Alice Pereira Gomes Santos, estudante de 17 anos, confirma sua preferência de comprar em lojas presenciais. “Antes da pandemia eu comprava pouquíssimo online, só de lojas que não tinham ponto físico ou de lojas do exterior”, conta.

Para ela, apesar dos números crescentes do comércio virtual, o online ainda não cativa totalmente o público. “Eu prefiro comprar presencialmente, acho melhor porque tem como experimentar e ver o produto. Online, a gente fica muito sujeito a fotos, que muitas vezes não são condizentes com o produto de verdade”, diz a estudante.

Apesar de ainda não ser uma prática consolidada, o e-commerce deixa algumas boas impressões, especialmente após o início da pandemia e da restrição de circulação em comércios físicos. “Com certeza vou continuar comprando on-line. Por mais que eu prefira comprar presencial, o e-commerce facilita muito em questão de tempo, em lojas que são inteiramente on-line ou em lojas que tive boas experiências vou continuar comprando digitalmente”, finaliza Alice.

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