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A nova onda de casos da Covid-19 no Brasil

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Richel Piva (2º semestre)

O Brasil continua seu processo de reabertura e a cada semana que se passa, o medo em relação ao Covid-19 diminui. Países da Europa e do Oriente Médio já estão sofrendo com a segunda onda de contaminações e internações devido ao Covid-19. Países como Bélgica, Alemanha e França decretaram lockdown, quando é feito um bloqueio total, levando ao confinamento. É uma nova tentativa de frear o vírus.

Na Espanha, França e Itália, além da segunda onda de contaminações, há também uma nova onda de protestos contra as medidas sanitárias adotadas pelos governos dos respectivos países. Na Espanha, após ser decretado estado de emergência, manifestantes foram as ruas em diversas cidades do país, com protestos violentos contra as restrições impostas para conter o Covid-19. Em Madri, os manifestantes gritavam “Liberdade!”, saquearam lojas e atacaram policiais.

No último dia 10 (terça-feira), os Estados Unidos registraram um recorde alarmante de novos casos do novo coronavírus: foram mais de 200 mil novos casos e 1.535 mortes registradas em apenas 24 horas. A maior potência mundial também lidera o ranking trágico do Covid-19, com mais de 10 milhões de casos confirmados, quase 240 mil mortes e ainda 60 mil internações causadas pelo coronavírus.

No Brasil

Ao mesmo tempo em que se tenta combater o vírus em alguns países, o Brasil ainda precisa lidar com a falta de consenso de seus governantes. Quando o país atingia a marca de 160 mil mortes confirmadas de Covid-19, o presidente Jair Bolsonaro, em um evento no Palácio do Planalto, disse: “Todos nós vamos morrer um dia, não adianta fugir disso, da realidade. Tem que deixar de ser um país de maricas, temos que enfrentar de peito aberto”. O palácio do Planalto não quis comentar.

Em São Paulo, o número de internações voltou a crescer após semanas consecutivas em queda. No início de novembro, o Hospital Sírio-Libanês já registrava 120 internações; no pico da pandemia, o número registrado foi de 130. No dia 17 de novembro, segundo o consórcio dos veículos de imprensa, foi registrada uma alta de 71% na média de novos casos no país e um aumento de 45% na média de novas mortes nos últimos sete dias.

A tendência, com a continuidade da reabertura, é de acontecer o mesmo que na Europa e Estados Unidos. A diferença, no entanto, é que, nesses países, há infraestrutura para efetuar esse combate e, mesmo assim, estão tendo dificuldades extremas.

No dia 9 de novembro, os testes com a CoronaVac, vacina chinesa, foram suspensos após a confirmação da morte de um dos voluntários que participava dos testes. A causa da morte, no entanto, não foi causada pela vacina. Segundo o Boletim de Ocorrência feito pela PM, que registrou que o homem foi encontrado ao lado de uma seringa e diversas ampolas de remédio no chão do banheiro de seu apartamento na Zona Oeste de São Paulo, o voluntário cometeu suicídio.

No mesmo dia em que foi confirmada a morte do voluntário, o presidente Jair Bolsonaro comentou em uma rede social: “Mais uma que Jair Bolsonaro ganha”, após ser confirmada a suspensão dos testes com a vacina chinesa. O Palácio do Planalto também não fez comentários sobre as postagens do presidente. Dois dias após a morte e uma série de embates, a Anvisa liberou a retomada dos testes com a CoronaVac, que vem sendo realizados pelo Instituto Butantã.

O vírus

Endêmico, esse é o próximo estágio do coronavírus. Para a Organização Mundial da Saúde (OMS) não é possível saber quando, ou até mesmo se o Covid-19 irá desaparecer. Dessa forma, há grandes chances de ele permanecer em nosso meio por um bom tempo. Outro exemplo disso é o HIV. Michael Ryan, diretor executivo do Programa de Emergências em Saúde da OMS, disse em maio deste ano: “É importante colocar isso sobre a mesa. Esse vírus pode se tornar mais um vírus endêmico em nossa comunidade E pode nunca desaparecer. O HIV nunca desapareceu. Encontramos as terapias e as pessoas não têm mais o mesmo medo”.  No mês de julho, Ryan voltou a afirmar que a “erradicação do novo coronavírus é improvável”. No dia 12 de outubro, o diretor já alertava o Brasil: em um pronunciamento feito na própria OMS, ele afirmou que o número reduzido de casos não representava segurança ou o fim da pandemia.

Pesquisas mostram que a Covid-19, além de possuir uma facilidade muito grande de se espalhar entre as pessoas, é altamente mutável. Foram registrados diferentes tipos em diferentes regiões do mundo.

O caso mais recente foi a mutação que atingiu os visons, mamíferos muito parecidos com a doninha. O fato ocorreu na Dinamarca, em que trabalhadores agrícolas com Covid-19 infectaram os animais e os animais infectaram novamente outros humanos. A Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou a situação como “preocupante”. Ainda de acordo com a OMS, essa alta taxa de mutabilidade pode prejudicar a obtenção de uma vacina realmente eficaz contra o vírus.

Já foi confirmado também que a segunda onda de contaminação na Europa foi causada por uma das dezenas de mutações do coronavírus. A “20A.EU1” foi inicialmente registrada na Espanha e se espalhou por países do leste europeu e posteriormente pelo resto do continente.

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