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Pelo Mundo ESPM – Pandemia da Gripe Espanhola

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Pedro Cohem – (1º semestre)

Antônio Luiz – Vitor A. Altino – (3º semestre)

Gripe espanhola ou gripe de 1918 ocorreu entre janeiro de 1918 a dezembro de 1920, ao todo matou mais de 50 milhões.

Inicialmente surgiu apenas na Europa e nos EUA, mas logo se espalhou pelo resto do mundo. No Brasil, chegou em setembro de 1918, matou mais de 10 mil pessoas no Rio e 2 mil em São Paulo, ao todo foram 35 mil brasileiros.

É uma mutação do vírus Influenza. Ela se espalhou durante a Primeira Guerra Mundial, impactando os países que participaram do conflito.

A doença, apesar de seu nome, não surgiu na Espanha. O mais aceito por cientistas e médicos é que o vírus tenha se originado nos Estados Unidos pouco antes das tropas americanas desembarcarem para a Grande Guerra.

Em março de 1918, trabalhadores da Ford, em Detroit, e soldados de uma base militar do Kansas foram hospitalizados por sintomas de gripe, e após melhora de sintomas, embarcaram com as tropas para a Europa.

O nome surge por conta de que, por a Espanha não participar da guerra nessa época, seus jornais não censuravam os números de mortos causados pelo vírus, portanto falavam abertamente sobre os casos e mortes, enquanto países que estavam na guerra, censuravam os números da população.

Sendo assim, teve-se a impressão, na época, de que a Espanha teve muito mais mortos que outros territórios pela doença, e por isso a gripe foi apelidada de Gripe Espanhola.

No período, especulou-se muito sobre como evitar o contágio da doença, e, dessa forma, mitos foram surgindo, como por exemplo, dizia-se que fazer gargarejo com água e sal protegia as pessoas do vírus, o que, depois, foi comprovado que não funcionava.

Outros “tratamentos infalíveis” surgiram na época, como pitada de tabaco, bala de erva, além de acender incenso para “limpar o ar”. Em São Paulo, espalhou-se o boato que cachaça, mel e limão poderiam curar a doença, bebida que, mais tarde, veio a ser muito consumida no Brasil, conhecida como Caipirinha.

No Brasil, historiadores acreditam que tenha chegado com passageiros do navio britânico Demerara que veio de Portugal. Também há relatos de marinheiros que estavam na guerra e aportaram em Pernambuco, que depois foi reportado no Nordeste e em São Paulo.

Rodrigues Alves, o quinto presidente do Brasil entre os anos de 1902 e 1906, acaba adoecendo, ao ser reeleito em 1918, não pode assumir e então seu vice Delfim Moreira acaba tornando-se o primeiro presidente interino.

Um tratamento que se tornou popular foi ingerir Sal de Quinino que era usado para tratar malária. Sem comprovação científica, o povo acaba indo atrás.Carlos Seidl

Na época as autoridades demoraram para agir: medidas de prevenção e de distanciamento social só foram tomadas quando a pandemia já acometera grande parte do país Dados da Fiocruz indicam que entre outubro e dezembro de 1918, período oficialmente reconhecido como pandêmico, 65% da população adoeceu.

Carlos Chagas, foi uma figura importante durante a pandemia da Gripe Espanhola. O então presidente Venceslau Brás, o convidou para liderar a campanha de combate à doença. Além de apoiar pesquisas científicas, Chagas implementou cinco hospitais emergenciais e 27 postos de atendimento à população em diferentes pontos do Rio de Janeiro.

Também rolou quarentena durante a pandemia da Grande Gripe no Brasil. No pico de contágio, escolas, lojas e postos de trabalho foram fechados para conter a disseminação da doença. Já os campeonatos esportivos foram cancelados e adiados, tal como as apresentações artísticas.

Não foi descoberto um tratamento para a doença, apenas era receitado repouso com hidratação e alimentação adequadas. Ou seja, não existe tratamento, a única forma de eliminar a doença foi com a vacina, desenvolvida em 1944, muito embora a doença tenha desaparecido entre 1919 e 1920.

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