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Pelo Mundo ESPM – 2ª Guerra Mundial

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Johnny Negreiros – (2º semestre)

Vitor Altino  – (3º semestre)

Thais Fullmann – (4º semestre)

A Segunda Guerra Mundial foi um dos maiores conflitos da história. Suas causas começaram a surgir após a Primeira Grande Guerra, quando a Europa se encontrava em um cenário caótico: muitas vidas perdidas, grande perda material, crise econômica e política. Além disso, a forma como o conflito acabou deixou muitos ressentimentos e o crescimento do comunismo aterrorizava os países.

Esse contexto colaborou para a ascensão de governos totalitários, que na época foram aceitos como a solução para o caos que os países europeus viviam. Um regime totalitário é uma forma de governo autoritário, centralizado na figura de um ditador. O primeiro regime foi o Fascismo, estabelecido por Benito Mussolini na Itália, em 1922. Com o sucesso no país, o autoritarismo se espalhou pela Europa. Em 1924, surgiu o Stalinismo na União Soviética, governada por Josef Stalin. Em Portugal, surge o Salazarismo em 1933, liderado por Antônio de Oliveira Salazar.

Na Alemanha, o regime político existente era o Nazismo, um movimento que adveio do Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães, uma organização de extrema direita que possui como princípios ideias: o antissemitismo, o anti-bolchevismo, o militarismo, o antiliberalismo e o pensamento de que a guerra era a única via para a solução das mazelas da época. Após a sua fundação, os nazistas fizeram da cruz gamada, mais conhecida como suástica, sua bandeira.

O surgimento do Nazismo aconteceu na década de 1920 com a Alemanha arrasada e humilhada. A grave crise econômica e as imposições do Tratado de Versalhes fortaleceram esse sentimento de revanchismo e o discurso nacionalista disseminado por certas parcelas da sociedade alemã. Os nazistas assumiram o poder na Alemanha a partir do ano de 1933 quando Adolf Hitler tornou-se chanceler da Alemanha, o Führer. Em seu governo, Hitler retirou a Alemanha da Liga das Nações e encarou um plano de conquista territorial. Além de fazer alianças com a Itália e o Japão, anexou a Áustria, moveu-se contra a Tchecoslováquia e assinou um pacto de “Não Agressão” com a União Soviética.

O estopim do conflito foi a invasão da Polônia pelos alemães, no dia 1 de setembro de 1939. A Guerra é marcada por três fases: a fase da supremacia alemã, a fase do equilíbrio das forças e a última sendo está a derrota do eixo: a Alemanha Nazista, a Itália Fascista e o Japão Imperialista, pelos aliados – Inglaterra, União Soviética e Estados Unidos. O Brasil foi o único país latino-americano a participar do conflito e teve forte participação ao lado dos aliados, logo após Getúlio Vargas declarar apoio aos Estados Unidos.

A Segunda Guerra Mundial deixou muitas feridas, como o Holocausto e as bombas de Hiroshima e Nagasaki. O primeiro foi um genocídio em massa executado pelos alemães contra pessoas que eles julgavam ser minorias. Entre as vítimas estavam principalmente os judeus, apesar de terem sido alvos também os negros, ciganos, homossexuais e doentes mentais. Esse evento ficou registrado historicamente como o Terceiro Reich, o maior crime da História contra homens, mulheres e crianças. Ao todo morreram cerca de seis milhões de judeus.

Em 1942 com as derrotas do exército alemão em El Alamein e Stalingrado a guerra se voltou contra a Alemanha. Aos poucos, as demais nações também foram sendo tomadas pelos Aliados, como a Itália, em 1943, e a Normandia, em 1944, no famoso Dia D. A batalha de Berlim, quando a cidade ficou cercada pelas tropas soviéticas, em abril de 1945, foi o combate que encerrou a guerra na Europa. Em janeiro de 1945 junto da cúpula do Partido, Hitler escondeu-se em seu Bunker particular em Berlim. No dia 30 de abril de 1945 junto de sua esposa Eva Braun, Hitler cometeu suícidio para não ser pego pelos soviéticos e ter o mesmo fim que teve Benito Mussolini, que foi morto pelos próprios italianos. Junto de Hitler, o ministro da propaganda Joseph Goebbels e sua esposa Magda Goebbels também cometeram suicídio.

Temendo que o conflito se prolongasse, os Estados Unidos lançaram bombas atômicas pela primeira vez na história, em duas importantes cidades japonesas, nos dias 6 e 9 de agosto de 1945. O presidente norte-americano, Harry Truman, exigiu que o Japão se rendesse incondicionalmente, ou sofreriam uma “destruição rápida e absoluta”. O Japão não tinha conhecimento de que seriam usadas bombas atômicas e não se rendeu. Então, Truman autorizou o uso das bombas. A primeira atingiu a cidade de Hiroshima, que era sede de uma base militar, e matou entre 50 mil e 100 mil pessoas. O Japão não se rendeu e, três dias depois, os Estados Unidos lançaram outra, dessa vez em Nagasaki.

Calcula-se que morreram entre 28 mil e 49 mil pessoas. Não existem números definitivos das mortes, pois elas aconteceram tanto no momento da explosão, como nos anos seguintes, por conta de ferimentos e efeitos da radiação. Com uma injusta e brutal destruição, o Japão se rendeu no dia 2 de setembro de 1945, marcando o fim da Segunda Guerra Mundial. Por fim, os Aliados mobilizaram a realização de acordos de paz e tratados, assinados nas conferências de Teerã e Potsdam, por exemplo. Foi nesse contexto que surgiu a Organização das Nações Unidas, a ONU, com o objetivo de garantir a paz e a segurança do mundo. Eventos como a Segunda Guerra Mundial, a ascensão do Nazismo, o Holocausto e o uso de bombas atômicas, precisam sempre ser lembrados, para que nunca mais aconteçam no mundo.

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