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Memórias do Fotojornalismo – William Vandivert

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Enzo Almeida – 3º semestre

Vitor Altino – 2º semestre

William Vandivert nasceu no ano de 1912, na cidade de Evanston, Illinois nos Estados Unidos. Em 1935, William se forma no curso de fotografia do Art Institute of Chicago, se juntando a equipe do Chicago Herald Examiner logo após sua formatura.

Após trabalhar no Chicago, Vandivert, que também realizava alguns trabalhos pela revista Fortune, juntou-se a equipe da revista LIFE, cobrindo diversas matérias como greves e protestos no Meio-Oeste americano até 1938, ano o qual a revista o manda para a Inglaterra, onde William deveria ficar por apenas um breve período de seis meses. Lá, Vandivert retrata o cotidiano dos ingleses e as preparações de guerra dos mesmos, assim como uma exposição de moda em Paris.

Contudo, as tensões fervendo na Europa davam sinais de estarem próximas a explodir, e a estadia de William acabou prorrogada por um curto tempo em expectativa do que poderia ocorrer. Com a eclosão da Segunda Guerra Mundial, esta prorrogação se tornou indefinida, e logo William se viu no meio de um campo de batalha, após os alemães iniciarem seus bombardeios de Londres. Durante este período, Vandivert registrou tanto a destruição massiva causada pelos bombardeios, como em sua famosa foto de um icônico ônibus de dois andares engolido por uma cratera, quanto o espírito forte e inabalado dos ingleses da época, que permaneciam firmes apesar da adversidade.

Conforme os anos, William passou a ser transferido para diversas linhas de frente do conflito, como sua passagem pela Índia em 1943, onde registrou os terríveis efeitos da Fome de Bengala, que matou milhões de pessoas, ou como sua passagem pela Europa ocidental, onde Vandivert registrou várias batalhas daquela frente, assim como imagens fortes do campo de concentração Gardelegen, local no qual nazistas massacraram centenas de prisioneiros políticos em um celeiro.

Logo depois de registrar os terríveis eventos em Gardelegen, William teve o privilégio duvidoso de ser o primeiro fotógrafo ocidental a entrar em Berlin e registrar imagens não apenas da cidade arrasada, mas também do infame bunker de Hitler, logo após sua morte, ainda em abril de 1945; estas imagens foram extensivamente divulgadas pela revista LIFE nos estados unidos.

Após o fim da Segunda Guerra, Vandivert retornou aos EUA, e junto de sua esposa Rita, o também fotógrafo de guerra Robert Capa e demais figuras proeminentes no ramo fotográfico, tal como Cartier Bresson, se tornaram os fundadores da Revista Magnum, uma cooperativa de fotografia na qual William trabalhou durante pouco mais de um ano.

Após seu período de trabalho na revista Magnum, Vandivert e sua mulher deixaram a publicação, para o mesmo retornar a sua carreira de jornalista freelance junto de sua mulher, Rita. Durante este período, William se dedicou a retratar imagens principalmente focadas na natureza e particularmente sobre animais, chegando até a publicar livros de fotografia em colaboração com sua mulher. William Vandivert morreu em 1o de dezembro de 1989, aos 77 anos de idade.

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