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Feiras livres completam 100 anos de tradição viva

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José Carlos da Silva trabalha na barraca que pertenceu a seus pais. Foto: Carolina Brandileone

Banana, tomate, laranja, alface e cebola. As feiras livres de São Paulo completaram 100 anos de regularização no dia 25 de agosto, segundo publicado no site da Prefeitura. Essa prática tão comum é presente na maioria dos bairros da capital, inclusive na Vila Mariana, e preserva tradições como a herança familiar.

Segundo dados da Prefeitura, existem 12.073 feirantes cadastrados na cidade. Entre eles, apenas 3% são jovens de até 25 anos, enquanto 66% têm de 36 a 65 anos. O que mais surpreende, entretanto, é a incidência de 13% de idosos com idade de 66 a 95 anos. Além disso, a maioria das barracas não pertence a indivíduos, mas a famílias.

A Vila Mariana aloca seis feiras ao longo da semana, segundo publicado no site da subprefeitura da região. O bairro, que mistura residências, comércio e diferentes instituições de ensino, combina com a energia, a diversidade de produtos e de pessoas que trabalham nas barracas.

Amizade

Criando laços, feirantes e residentes do bairro que já se conhecem, depois de algum tempo tornam-se amigos. Compartilhando suas histórias, aqueles que frequentam semanalmente as feiras gostam de ser reconhecidos e costumam saber a que família pertence cada barraca.

José Carlos da Silva “nasceu” na feira. Seus pais o levavam para trabalhar desde criança e, há 35 anos, tornou-se responsável pelo negócio da família. “É uma longa história. Essa banca foi fundada por dois japoneses, em 1948. Se não me engano, eu sou o quarto dono”, diz.

Hoje em dia, Silva divide a responsabilidade do negócio com sua mulher, mas essa será a última geração de feirantes. Seus filhos, já adultos e formados, não seguirão seus passos.

Embora gerações passadas tenham sido marcadas pela herança familiar, é visível a mudança nessa tendência. Se, com o tempo, a ligação familiar atrás das barracas estiver fadada a acabar, o mesmo não pode ser dito das feiras. Ligadas à tradição, as feiras da Vila Mariana não pretendem se despedir tão cedo dos 511 feirantes que nela trabalham.

Carolina Brandileone, com colaboração de Mariana Campanella (1° semestre)

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