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“A gente não trabalha sossegado”, diz vendedora ambulante

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Ambulantes
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Comércio ambulante no entorno da estação Ana Rosa. Foto: Eduardo Pascoal

Em São Paulo, a quantidade de vendedores ambulantes nas regiões próximas aos metrôs é grande. Isso se deve ao fato de acontecerem, nessas estações, em média 3,5 milhões de embarques mensais, segundo o site da Prefeitura Municipal. As mesmas pessoas que utilizam o transporte metroviário tendem a circular no entorno dos comércios de rua e fazer compras.

Segundo uma vendedora que não quis se identificar, as regiões próximas às estações da Vila Mariana são as melhores, porém esses dias estão sendo muito complicados. “Não dá para saber mais exatamente que dia vai ser o melhor. Há dez anos, a gente tinha mais noção, e sabia que o melhor seria o dia do pagamento”, concluiu vendedora referindo-se ao final do mês, quando os trabalhadores costumam receber seus salários. Em plena 14 horas de uma quinta-feira, meio de mês, ela não havia vendido um único produto.

O tempo de trabalho dos vendedores varia muito, mas, em média, eles trabalham das 10 às 17 horas. Porém, várias vezes acabam indo embora antes, pois os conhecidos por eles como “rapas” aparecem e acarretam a saída obrigatória por conta do risco de perder mercadorias. No comércio ambulante não se vende um produto especifico. Normalmente se comercializa de tudo, segundo vendedores.

Esperança

Quando o prefeito Fernando Haddad assumiu a Prefeitura de São Paulo, no começo de 2013, os comerciantes de rua tiveram esperança de ter um trabalho mais tranquilo, pois foram feitas promessas de shoppings populares e regularização de ambulantes. “Mas as coisas não mudaram, acabando com nossa esperança”, diz uma vendedora da região do metrô Ana Rosa, que na época trabalhava em Pirituba.

No dia 27 agosto, o prefeito estipulou que livrará os pequenos comércios e templos religiosos com lotação menor que 250 pessoas de ter alvará de funcionamento, segundo site Universo On Line (UOL). Se isso se concretizar, os ambulantes vão ter um trabalho mais tranquilo, não se preocupando com os “rapas”.

Eduardo Pascoal (1° semestre)

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