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Ciclovia substitui antiga motofaixa da rua Vergueiro

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Prefeitura prevê um aumento razoável de ciclistas na cidade. Foto: divulgação

Com ampliação do número de vias para bikes, Prefeitura pretende ter mais ciclistas circulando na cidade. Foto: divulgação

Inaugurada no dia 23 de agosto, a ciclovia da rua Vergueiro tem uma extensão de 4,4 km e liga o Terminal Vila Mariana do metrô, na zona sul de São Paulo, até o centro da capital, passando pela Avenida Liberdade. A ciclovia foi implantada no lugar da via exclusiva de motos, que foi desativada no dia 7 de agosto.

A faixa de moto começou a funcionar em 2010 com o objetivo de tornar mais segura a rota dos motociclistas. Porém, o espaço já era utilizado por quem pedalava. Quando entrou em vigor, a faixa exclusiva para motos foi pintada com desenhos de bikes, como parte de um protesto realizado por ciclistas que exigiam faixas exclusivas, segundo o site Vá de Bike, do Itaú.

Hoje, apesar de ainda não ser muito utilizada, a ciclovia agradou aqueles que andam de bicicleta e que agora podem pedalar com mais tranquilidade e segurança. “Comecei a vir de bicicleta para o trabalho em 2011, com a ciclovia me sinto mais segura e consigo chegar mais rápido no meu destino”, conta Valquíria da Rocha, enfermeira no HCor.

Críticas

A Prefeitura Municipal de São Paulo realizou reformas, pintando a sua extensão de vermelho, colocando placas que sinalizam o início e o final da ciclovia, além reduzir a velocidade da rua Vergueiro, que passou de 60 para 50 km/h. Mas apesar das reformas, alguns moradores da região reclamaram da falta de aviso prévio. “Percebi que o chão estava pintado de vermelho e que havia ciclistas em vez de motoqueiros”, comenta a moradora da Vila Mariana Hellen Oliveira, 51 anos, referindo-se à rua Vergueiro.

Aqueles que utilizavam a faixa para motos também se queixaram. “Costumava ir de moto para o trabalho, pois chegava mais rápido. Agora, com a ciclovia, não posso mais”, reclama Roy Campos, advogado, que mora no bairro.

A motofaixa foi substituída, segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), porque durante esses quatro anos não representou uma significativa taxa de aumento na segurança dos motociclistas. Mas a Prefeitura prevê um aumento razoável em relação aos ciclistas, que não possuem a mesma agilidade e velocidade que carros e motos para saírem de situações de risco. Além disso, o órgão pretende também incentivar o uso do transporte alternativo na cidade.

Uly Campos (2° semestre)

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