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Universidades brasileiras ajudam na contenção e prevenção da Covid-19

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Atsuhiko Moraes e Ian Imoto (1º semestre)

Pesquisas e trabalhos conjuntos de várias universidades federais e estaduais no Brasil vêm sendo realizados para atender as emergências de conter o coronavírus e ajudar os hospitais devido à alta demanda. Entre os materiais estão ventiladores pulmonares, máscaras e protetores faciais (chamados de face shield), produzidos por impressoras 3D.

Após um decreto da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) que permitiu a fabricação de equipamentos de proteção sem autorização ou notificação, desde que sigam as exigências do controle sanitário, foi possível que as universidades entrassem em cena. A Escola Politécnica da USP formou um grupo multidisciplinar e desenvolveu um projeto de ventiladores pulmonares de baixo custo, nomeados de Inspire, que têm a função de fornecer ao paciente uma ventilação artificial, quando há insuficiência respiratória.

Enquanto um ventilador convencional no mercado não sai por menos de R$ 15 mil, um produzido pelo grupo custa cerca de R$ 1 mil, pois é de fácil e rápida construção. Dario Gramorelli, engenheiro do grupo da Poli,  disse que o objetivo do projeto não é competir ou fazer um ventilador igual ao que já existe no mercado. “Nosso principal objetivo é atender a uma demanda que infelizmente será grande quando o pico da pandemia atingir o Brasil”, explica.

Ouça Dario Gramorelli falando sobre os objetivos do projeto:

Para dar suporte inicial ao projeto, o grupo de pesquisadores realizou uma vaquinha on-line, com a meta inicial de R$ 50 mil. Em poucos dias, a meta foi ultrapassada e hoje já conta com R$ 175 mil. O protótipo vai ser de uso livre a quem tiver disposto a utilizá-lo e nesse momento os pesquisadores estão em fase decisiva do projeto para finalizá-lo, como explica Gramorelli no áudio a seguir.

Há outras universidades voltadas para a fabricação de máscaras e protetores faciais, dentre elas estão a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Universidade Estadual de Minas Gerais (UEMG), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidade Federal Fluminense (UFF), PUC-Rio, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidade Federal do Paraná (UFPR) e Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB).

O custo padrão para a impressão dessas máscaras é de R$ 6 e os pesquisadores também ressaltam que qualquer um que tenha uma impressora 3D pode ajudar. O financiamento das máscaras, por enquanto, está sendo feito pelos próprios professores e pela sociedade civil, a exemplo da UFOB, que já arrecadou mais de R$ 35 mil em doações e a UFRJ, que arrecadou R$ 27 mil para dar continuidade aos trabalhos.

Veja vídeo em que Lilian Arai, professora da Faculdade de Medicina da USP, ensina a fazer uma máscara facial simples e higienizável com água e sabão por um custo de R$ 1.

https://www.youtube.com/watch?v=cxylBqYz9qE&feature=youtu.be

 

 

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