CARREGANDO

O que você procura

Especiais Fotos

Pelo Mundo ESPM – Padre Landell de Moura

Compartilhar

Amanda Amorim e Gabriela Figueiredo – (1º semestre)

O Padre Roberto Landell de Moura, foi um cientista e inventor brasileiro que nasceu na cidade de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, em 21 de janeiro de 1861, filho do capitão do Exército e grande comerciante de carvão Inácio José Ferreira de Moura e de Sara Mariana Landell, ambos de tradicionais famílias gaúchas, mais conhecido pelos seus estudos na ciência da telecomunicação.

Reconhecido por vários pesquisadores como o primeiro a conseguir a transmissão de som e sinais telegráficos sem fio por meio de ondas eletromagnéticas , o que mais tarde, deu origem ao telefone e ao rádio.

Para pesquisadora Cláudia Zaltrão, “Landell de Moura, é um dos maiores expoentes da pesquisa científica do Brasil, equiparável às grandes figuras do cenário da ciência universal, porém, até hoje é desconhecido, sobretudo no que tange ao universo infanto-juvenil, já que nas escolas, praticamente nenhuma referência é feita ao eminente padre gaúcho e suas pesquisas”.

Roberto Landell de Moura, sempre teve sua devoção à ciência, porém suas ideias eram avançadas para seu tempo, que causaram grande espanto e revolta na comunidade católica. Pelo qual, ficou conhecido pelo público como “bruxo”, por seu foco na ciência.

Vários pesquisadores afirmam que Landell de Moura se antecipou ao inventor italiano Guglielmo Marconi nas radiocomunicações.

No final do século XIX as telecomunicações, por meio de ondas eletromagnéticas, começavam a modificar as dimensões do mundo e em setembro de 1895, Marconi efetuou sua primeira transmissão de rádio, em sinais radiotelegráficos – (código Morse) – em 1895, na vila de Pontechio, por algumas centenas de metros. Mas, um pouco antes, em 1893, o Padre Landell de Moura concluiu o projeto do transmissor de ondas, fazendo a primeira transmissão pública de rádio do mundo. Sua voz emitida num aparelho na Avenida Paulista, em São Paulo, atravessou oito quilômetros e foi ouvida, com clareza, num receptor no alto de Santana. Marconi só faria o seu aparelho dois anos mais tarde.

Nesse mesmo experimento, o gaúcho testou um transmissor de ondas, um telégrafo sem fio e um telefone sem fio.

A batalha para obter a patente de seus inventos, obrigou o pesquisador a se ausentar do Brasil em busca de reconhecimento internacional nos Estados Unidos, em 1901, onde permaneceu por três anos e despertou a atenção de “um jornalista especializado norte-americano, em uma coluna do New York Herald de 12 de outubro de 1902, descreve o padre Landell de Moura como um cavalheiro de uns quarenta anos de idade que estava na plenitude de seu gênio.

O pesquisador brasileiro Landell de Moura obteve em 1904, a patente de suas invenções nos Estados Unidos, recebendo uma documentação sólida a respeito da data dos primeiros experimentos, alcançando seu reconhecimento internacional, onde “entusiasmou os meios científicos norte-americanos com seus inventos, entre os quais os três mais importantes para o mundo: o Telefone sem fio, o Telégrafo sem fio e o Transmissor de ondas.

Era tão revolucionária suas pesquisas que o escritório de patentes de Washington, “The Patent Office”, não ficou satisfeito com a exposição teórica de seu requerimento e só concedeu a patente após a apresentação de um modelo do aparelho, para demonstrações práticas.

Após os cumprimentos das formalidades exigidas, foram-lhe entregues as patentes sob números 771 917 de 11 de outubro de 1904 do Transmissor de ondas; número 775 337, de 22 de novembro de 1904 – Telefone sem fio, e a de número 775 846, da mesma data – Telégrafo sem fio. Mas, a batalha de Landell de Moura era árdua, e o incansável padre ao retornar para Rio de Janeiro, arriscou sua última cartada em busca de sua glória e o reconhecimento tão esperado após tantos anos de sacrifícios para que fosse reconhecido no Brasil por suas pesquisas.

Ao retornar dos Estados Unidos ao Rio de Janeiro, em 1905, solicita ao Presidente da República, Dr. Rodrigues Alves, dois navios para demonstrar seus inventos. Um oficial de gabinete do Presidente fica boquiaberto ao saber que o padre falava em transmissão a qualquer distância e aconselha o Presidente a não permitir o experimento, achando que o padre era maluco.

Mesmo com todas as provas existentes, o pesquisador gaúcho ainda é desconhecido pela comunidade científica e pela maioria do povo brasileiro e, também, no exterior. Mesmo com patentes obtidas no Estados Unidos, publicações em jornais e testemunhas que presenciaram seus feitos, Landell de Moura ainda tinha que implorar ao Governo de seu País o mínimo de respeito e compreensão aos seus estudos.

Depois de tantas desilusões, Landell de Moura resolveu abandonar suas pesquisas e se dedicar exclusivamente ao sacerdócio, tornando-se Monsenhor. Mas, mesmo sem o reconhecimento, deixou seu legado como precursor da transmissão sem fio e uma legião de pesquisadores que não deixam seus estudos cair no obscurantismo dos governos e ciência brasileira.

Tags:

Você pode gostar também

Leave a Comment

Your email address will not be published. Required fields are marked *