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Pelo Mundo ESPM – História da Fotografia

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Gabriela Schiavo- 1º semestre

Pedro Cohem- 1º semestre

Nathália Rosa- 8º semestre

A fotografia começa no século XIX. Muito antes das grandes câmeras de alta definição e celulares capazes de fotografar tudo que se vê, era necessário que o fotógrafo tivesse a habilidade de fazer muitas coisas ao mesmo tempo.

Existem diversos grandes fotógrafos na história do mundo, porém seus pioneiros são os que deram margem para o trabalho fotográfico se transformar no que é hoje, com um grande estudo por trás, que já tem mais de 180 anos.

A primeira imagem fotografada que se tem conhecimento é de 1826. Joseph Nicéphore Niépce retratou, com 8 horas de exposição à luz solar, fez a reprodução em uma placa de estanho coberta com um derivado de petróleo.

O francês estudava as propriedades do cloreto de prata sobre o papel desde 1817 e conseguiu consolidar seu sucesso nove anos depois, com uma fraca imagem que só foi obtida graças à câmera escura e à fixação com ácido nítrico. Os principais trabalhos de Niépce são a “Vista da janela”, que se encontra no acervo da Universidade do Texas, e “Mesa Posta”, que se perdeu logo depois de feita.

Niépce buscou o contato de Louis Jacques Mandé Daguerre (1787-1851), outro estudioso que buscava imprimir imagens através da química e dono da primeira fotografia que envolve humanos.

Daguerre utilizava um método diferente de seu antecessor para realizar as imagens, que constituía mercúrio e, inicialmente, sal de cozinha (cloreto de sódio), que mais tarde foi substituído por tiossulfato e hipossulfito de sódio.

Com o sucesso do novo formato, Daguerre ficou conhecido como “inventor da imagem fixa”, o daguerreótipo, que foi contestado por Hippolyte Bayard, que promulgava também ser um dos pioneiros da nova arte. Anos mais tarde, Bayard simulou suicídio por não ter seu trabalho reconhecido da forma que queria.

Willian Henry Fox Talbot (1800 – 1877) foi outro estudioso que procurou produzir imagens com a imersão do papel em produtos de prata, mais especificamente nitrato e cloreto.

Talbot buscava produzir silhuetas de imagens que, ao encostar no papel que já havia sido mergulhado no nitrato e no cloreto, “capturava” a fotografia em formato de silhueta, porém com baixa qualidade. Aos 35 anos, em 1835, o fotógrafo conseguiu realizar o primeiro experimento de fotografia negativa/positiva, quando desenvolveu uma pequena câmera de madeira que era carregada com cloreto de prata e fazia a imagem negativa. Após isso, em um processo com sal de cozinha e outro papel sensível, a imagem se tornava positiva.

No Brasil, o “pioneiro” da fotografia foi Hércules Florence. O então pintor, descobriu que ao fazer suas pinturas em uma placa de vidro e colocá-las na câmera obscura junto de cloreto de prata ou ouro, a imagem que era impressa saía como se fosse uma fotografia. Joaquim Corrêa de Mello, empregado da farmácia do sogro de Florence, o auxiliou muito a desenvolver seu trabalho.

Logo, Hércules Florence percebeu que o cloreto de ouro ajudava e era melhor para papéis de maior qualidade, principalmente se utilizado à noite ou em uma câmera escura, pois a luz do sol escurecia a imagem. Em determinado momento, chegou a fazer experimentos com urina, pois descobriu que o amoníaco obtinha uma imagem melhor nos formatos utilizados pelo especialista.

Com o passar dos anos, a essência de fazer fotografia não mudou, porém as técnicas e tecnologias evoluíram, permitindo que o material melhorasse sua qualidade, tanto no tocante à fotografia em si quanto às técnicas de revelar as imagens.

Muitos especialistas estudaram para aperfeiçoar a fotografia, por este motivo é difícil atribuir a apenas um nome o título de inventor ou grande desenvolvedor do trabalho. O produto fotográfico que se tem hoje é uma junção do estudo de diversas pessoas que desenvolveram o projeto até o presente momento.

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