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Países-sede palcos de Olimpíadas enfrentam prejuízos e ganham visibilidade

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Gabriel Mayer (1º semestre)

Um evento realizado a cada quatro anos, em apenas um mês e num só país não tem como não ser especial. A disputa já começa muitos anos antes, na hora de decidir o palco das próximas Olimpíadas. Ainda em 2017, foi decidido que os jogos olímpicos de 2024 e 2028 seriam em Paris e Los Angeles, respectivamente. O Brasil ganhou a disputa pelos jogos de 2016, ainda em 2009, tendo, assim, bastante tempo para se preparar.

O jornalista britânico, Simon Kuper, em 2016, no portal da BBC Brasil, afirmou que, do ponto de vista econômico, os Jogos Olímpicos trazem sempre mais perdas financeiras ao país, do que ganhos, mas a visibilidade é indescritível. Assim que é confirmada a sede, turistas do mundo inteiro já buscam informações a respeito do local. Em 1992, Barcelona conseguiu imprimir uma imagem magnífica para os viajantes, transformando a cidade em um grande ponto turístico, reputação que se mantém até os dias atuais.

O orçamento que o Rio de Janeiro estipulou em 2009 foi de R$ 25,9 bilhões. Quase 200 dias antes do início dos jogos as cifras bateram quase R$ 39 bilhões, R$ 14 bi a mais, segundo a BBC Brasil. O custo para se fazer as Olimpíadas é extremamente alto e o retorno não é imediato, podendo nunca chegar. Mesmo com investimentos realizados desde 2009, o retorno poderia vir somente após os jogos, em 2016, com uma reincidência dos turistas que desejaram voltar. Uma aposta de risco independentemente da nação que vier a sediar.

Segundo o presidente da Enjoy Brazil Turismo, Fritz Arthur Mayer, sediar uma competição de nível internacional tem um impacto muito grande nos anos seguintes. O índice de visitantes que vieram ao Brasil, principalmente ao Rio, teve um aumento expressivo após os Jogos Olímpicos de 2016.

Os jogos do Japão, originalmente marcados para 2020 e adiados devido à pandemia do coronavírus, acontecerão no próximo mês de julho e já acumulam prejuízos imensuráveis ao país. A estimativa dos organizadores, em 2020, era realizar os jogos com investimento direto de US$ 12,6 bilhões, quase US$ 5 bilhões a mais do que o previsto em 2013, segundo a BBC Brasil. A ideia do cancelamento das Olimpíadas e Paraolimpíadas surgiu, e especialistas do Instituto de Pesquisa Nomura calcularam o potencial prejuízo de R$ 90 bilhões ao Japão.

Pesquisas mostram que cerca de 80% dos japoneses prefeririam que os jogos não acontecessem esse ano, com medo do aumento do índice de contaminação, causando lotação nos hospitais. Tóquio já afirmou que não abrirá portões para o público do exterior e que em junho iria decidir se os japoneses poderiam comparecer aos eventos. Jogos sem a presença do público farão com que o Japão deixe de ganhar US$ 1,34 bilhão.

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