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Mulheres apostam em lutas e Artes Marciais

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Academias da Vila Mariana dispõem de aulas para atender novo público

Vanessa Porto e Kalindra Faria, campeãs do Pink Fight 2012. Ao centro, Marcelo Guimarães, campeão do Jungle Fight e apresentador do torneio

Mulheres procuram com maior frequência academias que dispõem de lutas e Artes Marciais. Com isso, proprietários das academias do bairro Vila Mariana investiram na ampliação de aulas que englobam as modalidades do MMA (Mixed Marcial Arts, sigla em inglês para Artes Marciais Mistas). Além disso, abriram turmas que contam com a participação desse novo público.

Segundo o proprietário da academia Planet Sport, da unidade da Vila Mariana, a tendência é que essa demanda aumente devido ao crescimento de 60% da procura feminina pelas modalidades oferecidas, que são jiu-jítsu e boxe.

A procura pelo curso de MMA, conhecido antigamente como Vale-Tudo, vem crescendo não só no Brasil, mas em todo o mundo. O Ultimate Fighting Championship (UFC) e o Pride, por exemplo, são os torneios que caíram na mira da mídia e chamaram a atenção dos telespectadores para o novo esporte. “Eu iniciei meus treinos depois de assistir aos torneios de luta pela televisão”, diz Sabrina Ruivo, que pratica jiu-jítsu na Vereda Academia.

Para as profissionais do MMA que participam de torneios, existe o “Pink Fight”, espécie de UFC destinado apenas para mulheres, que realizou sua segunda edição, no Brasil, em março. As vencedoras foram as paulistas Kalindra Faria e Vanessa Porto.

“A popularização do MMA e a proximidade dos Jogos Olímpicos de Londres e do Rio aumentam as expectativas dos atletas. Com isso, a procura cresceu”, diz Adriano Kimura, professor da Zenshin Wellness. Nessa academia, a presença feminina atinge 15%, mas, com a ampliação do mercado, professores aguardam um aumento no número de alunas.

Além das mulheres, crianças e atletas, idosos também participam das aulas. No entanto, a abordagem e metodologia usadas são diferentes. “Utilizo técnicas e métodos adequados para cada idade e tipo físico, mas sem perder o valor das artes marciais”, diz Kimura.

Benefícios adquiridos

Para iniciantes, as aulas não utilizam as técnicas avançadas, o que torna o treino mais leve, principalmente para mulheres e adolescentes que não pretendem se tornar profissionais. “É possível aprender as técnicas sem precisar ter contato físico”, diz Paulo Bonano, administrador da academia Clã de Artes Marciais, onde 25% das turmas de MMA já são compostas por mulheres.

O público feminino que busca um corpo em forma e ao mesmo tempo benefícios físicos e psicológicos está apostando nas lutas marciais. Um treino de uma hora e meia, em média, pode queimar mil calorias. “A visão feminina é sempre voltada para a saúde e o bem-estar”, diz Kimura. “Há muitas mulheres que se interessam pelo MMA por causa da vaidade”, diz Marcela Quintella, que se interessou pelas aulas ao ver outras mulheres lutando.

Mesmo com a aceitação de alguns amantes do esporte, há uma parcela feminina que rejeita a luta, principalmente quando se trata da prática por mulheres. Para elas, essas modalidades parecem ser agressivas e afastam a feminilidade. “Apesar de o MMA estar na moda, eu o acho violento e ainda aposto nas alternativas de musculação para ter um corpo definido”, diz Gisele Govitto, que frequenta a academia Monday.

Novidades

Além do sucesso dos torneios e o aumento da oferta de aulas de Artes Marciais nas academias, outras novidades chamam a atenção dos amantes do MMA. Em março, estreou nos cinemas o documentário “Anderson Silva: como água”, que conta a história de um ícone do MMA brasileiro. Já as livrarias, em abril, tiveram os lançamentos dos livros “Filho Teu não Foge à Luta: como os lutadores brasileiros transformam o MMA em um fenômeno mundial”, “A Bíblia do MMA” e a autobiografia de Anderson Silva, intitulada “Anderson (Spider) Silva: o retrato de um campeão nos ringues e na vida”. Agora, o evento mais aguardado pelos fãs da luta é a edição 134 do torneio do UFC, que acontece em junho, no Rio de Janeiro.

Cacá Junqueira (2° semestre)

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