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Jornalismo ESPM: uma história de 10 anos

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Carolina Ferraz, Isabella Galvão (3º. Semestre)

 

É em meio à pandemia da Covid-19 que, neste ano de 2021, o curso de graduação em Jornalismo da ESPM-SP completa 10 anos. Foi criado em 2011 e, desde então, segue com muitas inovações e contribuindo na vida de vários alunos e jornalistas. Ele surgiu carregando o nome de uma das mais conceituadas escolas de comunicação da América Latina. Dalton Pastore, presidente da ESPM, relata que, apesar de o curso ter sido implantado apenas em 2011, o jornalismo sempre esteve presente na institução. “A ESPM foi construída pelo mercado com o propósito de criar no Brasil centros de excelência em nossas áreas de atuação, que são as indústrias no universo do marketing, da criatividade, da comunicação. Nosso primeiro curso de Jornalismo foi criado em 2011, mas o bom jornalismo sempre esteve ligado à ESPM. Sempre tivemos em nosso conselho e entre os amigos mais próximos da escola alguns dos maiores jornalistas do Brasil.”

Ele prevê que a atuação em negócios, que é um dos focos do curso da ESPM–SP, ganhe força dentro do jornalismo. “Como se sabe, diversas indústrias estão passando por um grande e profundo processo de transformação. O jornalismo, entre elas e em particular, enfrenta um desafio gigante e está se reinventando. O que se busca não é uma nova forma de jornalismo, mas um novo modelo de negócios. É importante que os novos jornalistas tenham também uma boa base de negócios”, afirma Pastore. “Para os novos jornalistas, aqueles que se sentem confortáveis também com negócios, serão tempos excitantes e plenos de oportunidades.”

O presidente ainda conta que o melhor momento de sua carreira está sendo presidir a faculdade. “Tenho muito orgulho de nossos estudantes, professores e funcionários, que apesar de tudo que estamos passando na pandemia, conseguiram manter a ESPM funcionando.” Pastore ainda diz que, em toda a sua trajetória profissional, o dia mais triste para ele foi o dia 13 de março de 2020, quando precisou fechar os campi. “Não vejo a hora de podermos voltar todos aos nossos lindos campi, que, aliás, estarão cheios de novidades.”

 

O início

O professor José Roberto Whitaker Penteado, ex-presidente da ESPM, foi um dos criadores do curso de Jornalismo na faculdade. Ele conta que, na década de 1970, o MEC tinha um curso de Comunicação Social com habilitações, entre elas, Jornalismo e Publicidade. Como a ESPM já era uma faculdade de Publicidade, optou-se por ficar apenas com este curso, mas sem perder a ideia de, no futuro, investir em um curso exclusivo de Jornalismo. Ele relata que os diretores da faculdade passaram anos refletindo se uma profissão excluiria a outra, mas, em 2009, o projeto começou a tomar forma.

“É como diz o slogan da Revista de Jornalismo ESPM: ‘Imprensa livre. Democracia forte’. Ao longo da última década, o curso de Jornalismo da ESPM formou profissionais transformadores, que valorizam e apoiam as boas práticas do setor, contribuindo assim para a manutenção de uma economia baseada na livre iniciativa, capaz de gerar riquezas e garantir o exercício da democracia e da liberdade de expressão.” Para ele, essa foi a receita do sucesso do curso, “uma pitada de business, misturada com muita prática da teoria feita pelos alunos em nossos estúdios, laboratórios e instalações.”

O professor José Roberto acredita que o curso de Jornalismo da ESPM evolui junto com a faculdade, seguindo à risca a missão da instituição: formar líderes capazes de transformar negócios e desenvolver o país. “Essa evolução está relacionada à visão da Escola, que busca oferecer aos nossos estudantes uma formação com foco obsessivo em excelência – que inclui qualidade acadêmica; inovação constante de programas, metodologias e experiências; proximidade com o mercado; infraestrutura em estado de arte; e gestão segura. Isso porque é assim que garantiremos a perenidade da Escola, o que é fundamental para avalizar a carreira dos estudantes formados na ESPM. Esse posicionamento tem assegurado a continuidade e a confiança dos alunos no projeto, no seu corpo docente e no seu conteúdo – que são sempre atualizados com as técnicas e teorias mais modernas do universo da comunicação”, afirma.

O curso procura acompanhar o mercado, seja na infraestrutura, no currículo, nos equipamentos mais modernos, seja na atualização dos softwares utilizados em diferentes linguagens narrativas. Ele oferece a formação essencial do jornalista, além de conteúdos nas áreas mercadológica, corporativa e de educação empreendedora, por meio de trabalhos autorais e negócios em jornalismo.

 

Inovação permanente

Segundo Alexandre Gracioso, diretor nacional de Graduação na época do lançamento do curso de Jornalismo e atual vice-presidente de Graduação, a proposta sempre foi formar um jornalista mais empreendedor, com um enfoque mais tecnológico, introduzindo o marketing na grade curricular, trazendo então uma inovação e sendo o diferencial dos cursos de Jornalismo das outras universidades. Quando o programa ainda estava sendo pensado, houve diversas entrevistas com jornalistas para testarem o curso.

“Na graduação o objetivo sempre foi formar um jornalista mais empreendedor, com uma pegada bastante tecnológica. Então desde o início o curso se notabilizou pelo uso do audiovisual, de multimeios, de uma forma muito intensa. E também por trazer para o estudante o contato com o consumo, com o marketing, com o mundo dos negócios. Tanto multimeios como esse DNA ESPM são diferenciais. E esse DNA ESPM só a gente poderia oferecer.”

Quem encomendou o desenvolvimento do programa foi Alexandre Gracioso, porém ele teve ajuda de Luiz Fernando Garcia, que na época era coordenador do curso de Publicidade e Propaganda. Todas as iniciativas para construir o novo curso partiam então dessa equipe da ESPM. “A minha contribuição foi muito mais debater com a equipe de desenvolvimento a proposta do curso e aonde queríamos chegar”, diz.

Nos últimos dez anos, em que a ESPM lançou vários cursos de graduação, a tecnologia fez parte de todas as carreiras. Em relação às mudanças do curso de Jornalismo, segundo o vice-presidente, é tradição da ESPM realizar remanejamentos nas grades horárias, para fazer com que as aulas estejam acompanhando o desenvolvimento das profissões no mundo. “Depois que a matriz foi completada, a coordenadora do curso de Jornalismo, Bete (Maria Elisabete Antonioli), procurou introduzir por conta das mudanças das demandas da profissão, aulas mais atuais, como videojornalismo”, relata.

Outra proposta recente em todos os cursos, foi a inserção do LifeLab, que fez com que todos os currículos se tornassem mais flexíveis e ricos. O LifeLab é uma nova aposta da ESPM que visa contribuir para o currículo e formação profissional e humana dos estudantes. Desde 2020, são disponibilizados cursos para serem feitos à tarde, uma vez por semana. O estudante tem a liberdade de escolher por qual se interessa mais. Dentre as opções, estão disponíveis cursos de lógica, carreira, criatividade, entre outros. Assim, o aluno se forma na faculdade com conhecimentos além dos que adquiriu teórica e tecnicamente em cada curso específico, com uma formação mais geral.

“Neste momento em que completa 10 anos, o curso ganhou mais flexibilidade. Com isso o estudante ganha mais autonomia, mas também ganha mais responsabilidade por suas escolhas. O curso também ganhou competências. Eu acredito que o curso, além de ter acompanhado as mudanças na produção – e aí realmente é mérito dos professores, do Núcleo Docente Estruturante (NDE), da coordenação, dos estudantes que trazem demandas, das agências experimentais que vieram se consolidando ao longo do tempo; essa comunidade do curso trouxe muita novidade e atualização para o programa –, somando-se a isso a gente tem a implantação de uma nova matriz desde o ano passado”, diz o vice-presidente.

Conexão com o mercado

“A ESPM – com seu histórico tão ligado ao mercado – soube usar as ferramentas para realmente compreender as demandas dos diversos agentes contratantes dos serviços dos jornalistas, buscando compreender o que as melhores escolas estavam ofertando em suas formações, e quais competências precisavam ser incluídas na proposta pedagógica, sempre respeitando as premissas do MEC”, afirma Luiz Fernando Garcia, à época diretor nacional do curso de Comunicação Social, com habilitação em Publicidade e Propaganda.

“Foi um trabalho muito intenso e muito democrático. A essência do projeto foi a de destacar a formação e os valores essenciais do jornalismo”, conta Garcia. Ele complementa que o segundo nível do projeto foi compreender as forças mercadológicas envolvidas no processo, para que todo jornalista conheça as principais relações econômicas que movimentam a sociedade e tenha inclusive condição de ser um empreendedor na área; o terceiro nível foi compreender os principais aspectos demandados pelas empresas e agências de comunicação corporativa, nas famosas assessorias de imprensa (na época, as maiores empregadoras dos grandes talentos recém-formados nas faculdades de destaque). E, por fim, “a compreensão essencial das novas dinâmicas geradas pela tecnologia digital, principalmente na internet, que já sinalizavam impactos transformadores nos modelos de produção e disseminação de comunicação na sociedade”.

Enio de Moraes Junior foi o primeiro professor e jornalista contratado para lecionar o curso de Jornalismo da ESPM-SP. Enio conta que aceitou participar desse projeto de início de curso em um momento muito adequado, já que estava desenvolvendo uma pesquisa sobre formação de jornalistas com foco em interesse público e cidadania. Ele diz que se sentiu muito sintonizado com esse novo desafio. “Percebi que eu podia ser muito útil”, relatou Enio.

O professor ainda diz que, em sua visão, o trabalho cuidadoso que ele e os demais da equipe tiveram nesse começo teve muita importância para as primeiras turmas do curso. “É como entrar em uma casa nova, você tem que planejar, calcular, testar. Ao mesmo tempo que isso é muito trabalhoso, também é muito prazeroso.” Além disso, acredita que essa experiência engrandeceu muito a sua trajetória profissional. “Eu aprendi muito a ser um melhor professor de jornalismo.”

No final do mês de abril deste ano, aconteceu o evento de lançamento do vídeo comemorativo em homenagem aos 10 anos do curso de Jornalismo da ESPM–SP. A comemoração fez uma retrospectiva e reuniu cerca de 200 participantes por meio da plataforma de videoconferência Zoom. Além do sentimento de nostalgia, alguns ex-alunos deram depoimentos de como a faculdade foi importante para sua formação. Dez anos de curso de Jornalismo, mais de 350 alunos formados, 28 professores, 11 diferentes oficinas no Centro Experimental de Jornalismo (CEJor), 28 prêmios e uma taxa de 88% de empregabilidade. Com o passar dos anos, o curso fica cada vez mais completo e atualizado, sempre apostando na inovação.

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