JOR ESPM vence quatro categorias na Intercom Sudeste 2026
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Alunos do JOR ESPM vencedores da Intecom. Da esquerda para a direita: Gabriel Sanches, Alice Centi, Sophia Cavaquita, Guilherme Paiva e Julia Dal Bello. Foto divulgação.
Valentina Krausz (1o Semestre) e Bianca Marcondes (3o Semestre)
O curso de Jornalismo da ESPM-SP foi premiado em quatro categorias na Intercom Sudeste 2026, o maior congresso regional de comunicação do Brasil. A 29ª edição aconteceu entre os dias 14 e 16 de maio, no Centro Universitário UNIFOA (Universidade Fundação Oswaldo Aranha) em Volta Redonda, RJ. Com o resultado, os trabalhos vencedores garantiram suas vagas na Expocom Nacional, que acontecerá entre os dias 1 e 6 de setembro, em Brasília.
A etapa regional contou com a apresentação de 497 trabalhos de instituições de ensino superior da região Sudeste. Destes, 11 trabalhos selecionados como finalistas eram dos alunos de jornalismo da ESPM-SP, realizados ao longo do ano passado. “Os trabalhos que foram apresentados em Volta Redonda já tinham desclassificado vários outros da região Sudeste inteira”, comentou Cláudia Bredarioli, professora do curso e mediadora do Grupo de Pesquisa de Educação e Comunicação do evento.
A formanda Julia Dal Bello concorreu com o podcast Como se antes fosse: A história da instituição que só mudou de nome, e venceu a categoria Produção Multimídia. O Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), desenvolvido junto com sua colega Núbia Anjos, narra o passado da antiga Febem (Fundação Estadual do Bem-Estar do Menor), hoje conhecida como Fundação Casa.
“Eu tinha um grande amigo, o Nego Bala, que hoje é cantor e compositor, mas aos 12 anos teve sua primeira passagem pela Fundação Casa. Ele conseguiu sair de uma realidade de extrema vulnerabilidade, e pensei que, ao trabalhar com a Fundação Casa, encontraríamos histórias incríveis como a dele. E foi o que aconteceu”, conta a jornalista sobre como surgiu o projeto.
ESPM no ar é tetracampeã na Intercom Sudeste
Outro dos trabalhos premiados foi o telejornal ESPM no Ar, uma produção dos alunos do quarto semestre de jornalismo para a disciplina Produção Audiovisual. Na disciplina os alunos vivenciam a rotina de um noticiário em diferentes funções. Este ano o telejornal venceu a categoria pela quarta vez consecutiva, com o tema “Como fazer jornalismo local com qualidade”.
Heidy Vargas, professora responsável pelo telejornal laboratorial, explica que a proposta do programa é olhar para aspectos de São Paulo, como trânsito, tempo, posto de saúde, vacinação, estradas e INSS. Para ela, o diferencial do trabalho da ESPM é a interação em tempo real com o público: “Além de ter as reportagens, as entradas ao vivo e as colunas de serviço, temos a participação do público via online. O espectador pode interagir e a gente lê os comentários ao vivo, é tudo simultâneo.”
Importância do prêmio
Para a professora Cláudia Bredarioli a participação no Intercom vai além da conquista dos títulos. “Acima de tudo, entendemos a premiação como fechamento de um processo pedagógico, em que o aluno vai olhar para todo o trajeto que ele percorreu”. A profissional também destaca que, para muitos estudantes, a Intercom é o primeiro contato com a escrita acadêmica e uma oportunidade de desenvolver novas habilidades. “Às vezes o aluno nunca escreveu um texto acadêmico e, com a indicação do trabalho, ele vai produzir um artigo sobre o produto e ensaiar uma apresentação”.
A professora Heidy Vargas ressalta que o lado competitivo também importa. “Grande parte das faculdades de comunicação estão no sudeste. Então concorrer com essas universidades é muito importante para nós”, diz a professora que está na expectativa das próximas fases. “Agora a gente vai para a etapa nacional, e aí estão os cinco melhores trabalhos do Brasil inteiro. A disputa fica mais interessante, e se a gente ganhar é porque o nosso trabalho é realmente o mais importante do Brasil, é outro patamar”, destaca.

Finalistas com a professora de jornalismo Claudia Bredarioli. Foto Divulgação.
Conheça o trabalhos da ESPM vencedores da Intercom:
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- Como se antes fosse: A história da instituição que só mudou de nome, Julia Dal Bello na categoria Produção Multimídia
- O nome é funk, Alice Centi e Gabriel Sanches na categoria Documentário Jornalístico
- ESPM no Ar, Guilherme Paiva na categoria Produção Laboratorial em Telejornalismo
- O legado de um sobrenome de peso, Sophia Cavaquita na categoria Reportagem em Radiojornalismo
Conheça os demais trabalhos finalistas:
- A Agência Junior e o uso responsável da inteligência artificial no jornalismo, Bianca Marcondes na categoria Agência Júnior
- Memória cercada – Invasão das PUC de 1977, Bianca Iazigi na categoria Livro-reportagem
- Sustenta O Eco, Eloá Fernandes e Bianca Marcondes na categoria Produção Jornalística para Mídias Digitais
- Roube este podcast: a história da pirataria cultural, Arthur Fedato na categoria Podcast
- Revista Plural (2025), Rafaela Panessa na categoria Revista-laboratório
- O ciclo do cacau brasileiro: os latifúndios, a agricultura familiar e a cadeia bean to bar, Laura Margutti na categoria Práticas Experimentais em Mídias Digitais
- O axé delas: A resistência religiosa de matriz africana, feminina e negra na Bahia, Márcia Magalhães na categoria Documentário Jornalístico e Grande Reportagem em Áudio e Rádio

