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Copa 2026 será a mais digital da história

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Foto: Júlia Delgado Jornalistas Ricardo Capriotti, Ludmilla Candal, Cauê Dias e Nelson Nunes na palestra que ocorreu na ESPM.

Beatriz Rigoli e Júlia Delgado (1o Semestre)

A Copa do Mundo de Futebol de 2026 será muito diferente das 22 edições anteriores que acontecem desde 1930. O maior evento do futebol mundial, que começa em junho, será realizado pela primeira vez em três países diferentes — Estados Unidos da América, Canadá e México — e contará  com  48 seleções, 16 a mais que na anterior, quando participaram somente 32 países. 

“Será uma copa muito diferente das que já vivenciamos, ela será muito mais digital”, diz Nelson Nunes, presidente da Associação dos Cronistas Esportivos do Estado de São Paulo (ACEESP) ao mediar a palestra  “A Copa dos três países – Desafios inéditos de cobertura”. A mesa foi parte do evento “A Copa do Mundo e o papel do jornalista”, organizado em maio pela ESPM e pelos alunos do 3° semestre de Jornalismo. Para os participantes, essas novidades no número de países e de sedes, trarão muitos desafios diferentes na cobertura jornalística.

A mesa contou com a participação dos jornalistas Ricardo Capriotti, coordenador de esportes da Rádio Bandeirantes; Ludmila Candal, ex-aluna da ESPM e atual apresentadora da CNN Brasil, e Cauê Dias, chefe do Jornalismo Esportivo da Rede Globo, em São Paulo.

A ex-aluna da ESPM, Ludmilla Candall, se prepara para cobrir a Copa do Mundo sozinha para a CNN. A jornalista falou um pouco sobre sua preparação e como a CNN foi conquistando aos poucos um espaço para o esporte, uma área que nunca foi o foco da emissora. Ludmilla, que já cobriu sozinha outros eventos esportivos como a Copa Libertadores, conta que foi também aos poucos que foi ganhando confiança na emissora. “Outras (mulheres) vieram e abriram portas para que eu esteja lá, e isso vai abrir portas para muitas outras”, diz sobre o seu otimismo para cobrir a sua primeira Copa do Mundo. 

Cauê Dias, da Globo, destacou que sua equipe prevê problemas logísticos de deslocamento aéreo e que o plano será cobrir esta Copa do Mundo em clusters e pequenas regiões que serão cobertas de carro, para não depender de voos. A Globo tinha previsto 112 profissionais na cobertura, mas Dias comentou que pelo menos 120 funcionários já foram escalados. 

O jornalista da Globo também comentou as vantagens da tecnologia que atualmente oferece a facilidade de fazer coberturas sem a necessidade de delegações tão grandes. “A informação é um ativo que não oxida, que não morre”, comenta Dias sobre a transição do jornalismo tradicional para um jornalismo mais tecnológico, destacando que isso não influencia o produto final, que é a chegada da informação aos ouvintes e leitores.  

Já Capritti, por sua vez, lembrou que a Rádio Bandeirantes é a única emissora que transmitiu todas as edições da Copa do Mundo desde 1950. “Ter registros de tantas copas, ajudou a construir o futebol no Brasil. A Bandeirantes acompanhou as copas desde a derrota de 1950 no Maracanã”, conta o jornalista que já cobriu 8 Copas do Mundo, entre elas, a de 2002, que pela primeira vez foi sediada em dois países diferentes, no Japão e na Coréia do Sul. Para ele, uma das marcas diferentes na cobertura desta Copa, será que este mundial sofre implicações diretas de uma guerra, onde um dos três países que irão sediar, está envolvido diretamente. 

Aos estudantes de jornalismo da ESPM, Capriotti recomendou que sejam versáteis para ter mais oportunidades no mercado de trabalho. “Não sejam jornalistas esportivos, sejam jornalistas”, aconselha.

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