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Jeduca discute Jornalismo de Educação na pandemia

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Enrico Sordili (2º semestre)

Aconteceu, entre os dias 19 e 23 de outubro, o 4º Congresso Internacional de Jornalismo de Educação, evento promovido anualmente pela Associação de Jornalistas de Educação (Jeduca), criado por jornalistas que cobrem educação desde 2017. Este ano, o evento ocorreu totalmente online e teve como tema central “O jornalismo de educação na pandemia – O que fizemos até aqui e como continuamos na retomada”.

A programação contou com doze mesas e abordou tanto temas relacionados ao jornalismo, como os desafios da cobertura durante a pandemia e a credibilidade do jornalismo na pandemia, como a educação, com temas sobre aprendizagem, desigualdade e o que levar como aprendizado da pandemia. Segundo Fábio Takahashi, presidente e um dos fundadores da Jeduca, a associação tenta sempre manter o foco no jornalismo de educação, por ter menos repórteres para cobrir o assunto, redações menores e menos tempo para escrever as matérias. “A gente faz as discussões sobre o jornalismo de educação, que acho que é um diferencial, a gente se mantém muito nisso, a gente tenta ficar no jornalismo de educação, nem escapar muito para o jornalismo muito amplo nem pra educação muito ampla”, explica Takahashi.

O Congresso contou com a presença de professores, diretores, alunos, secretários municipais e estaduais, que ampliaram e aprofundaram as discussões, debatendo sobre as desigualdades, os desafios e os cenários no pós-pandemia. Houve também a presença de professores, diretores e jornalistas internacionais, como Marcela Jara Villavicencio, Daarel Burnette II, Adie Vanessa Offiong e Mario Fiore, que ampliaram os pontos de vista para países como Chile, Israel, Nigéria e Estados Unidos.

“A gente tem palestrantes de 17 Estados brasileiros diferentes, de sete países, enfim, é uma troca de experiência. Imagina alguém de São Paulo, que tem pouco contato com uma jornalista de Roraima, o repórter do Rio Grande do Sul tem pouco contato com o jornalista do Mato Grosso do Sul. Então, a gente tenta contemplar tudo isso no congresso: questões regionais, mas também de cor da pele, trazer visões de especialistas, jornalistas negros, indígenas, trazer o máximo possível de diversidade e também de posicionamento”, explica Takahashi.

Ele ainda conta que a Jeduca surge em 2016, criada por um grupo de cinco jornalistas que cobriam a educação há bastante tempo e sentiam que poderiam ajudar mais os colegas de redação, tanto da área de educação quanto de outras áreas correlatas. A ideia é servir como um ponto de apoio aos jornalistas que fazem esse tipo de cobertura. O jornalista ressalta que hoje a Jeduca conta com mais de mil associados, em praticamente todos os Estados do Brasil. A associação disponibiliza webnários e materiais para dar suporte aos jornalistas de educação e tem como um dos pontos de suporte principais uma editora pública, Marta Avancini, que cobre a educação há cerca de vinte anos e fica à disposição de qualquer jornalista que esteja cobrindo a educação no Brasil.

Todas mesas e oficinas do evento contaram com tradução em Libras, foram gravadas e estarão disponíveis por 30 dias no site oficial da Jeduca.

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