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Intercâmbio e a possibilidade de compreender as diversidades entre as culturas do Japão e Índia

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Ian Imoto (1º semestre)

Foto tirada de Soichiro Miyajima, em Kerala no sul da Índia. Arquivo pessoal do autor.

A busca de oportunidades para estudos no exterior aumenta devido ao mercado de trabalho cada vez mais competitivo. Nesse sentido, os intercâmbios são uma ótima forma de acumular experiências e aprender novas línguas. Segundo a Associação Brasileira de Agências, o número de estudantes embarcando para fazer intercâmbio subiu para 20,46% em 2018, o que significa que passou do total de 302 mil brasileiros para 365 mil.

O Rotary Internacional é uma associação de clube de serviços que tem como um de seus objetivos unir voluntários para praticar ações comunitárias para mudar a vida das pessoas ao redor do mundo. Um dos seus projetos, voltado para os mais jovens, são os intercâmbios, que, segundo a instituição, promovem a paz por suas viagens. Os participantes têm entre 15 e 19 anos e, a partir do programa, têm a oportunidade de conhecer novas culturas, aprender novos idiomas e ampliar os seus pensamentos e ideologias. Soichiro Miyajima, universitário japonês, teve a possibilidade de participar do intercâmbio, indo para a Índia. Ele comenta as grandes diferenças culturais existentes entre os dois países, que estão somente a 6 mil quilômetros de distância. 

Uma das maiores dessemelhanças entre os países é a culinária. O curry, por exemplo, se originou na índia, mas é um prato bem comum no cardápio japonês. Mesmo possuindo o nome igual, são praticamente pratos diferentes, pois a culinária japonesa foca em realçar o sabor dos ingredientes, entregar os cinco sentidos básicos do paladar e, sobretudo, se preocupa com o umami. Já a culinária indiana utiliza diversos temperos e ervas para ser preparada. Soichiro acrescenta que a cozinha indiana varia muito entre região e religiões diferentes, o que resulta em um cardápio diverso.

Além da diferença no preparo dos pratos, também há a forma como se come. Na Índia, utilizam-se as mãos como “utensílios” para comer, somente a mão direita, pois a mão esquerda é considerada impura e utilizada para propósitos como a higiene. “Antes da vigem/experiência, escutei que eles nunca usavam a mão esquerda para comer. Mas chegando lá, eu descobri que os canhotos usam a mão esquerda, sem nenhum tipo de hesitação, o que me impressionou”, conta o intercambista. Essa cultura contrasta com os costumes dos japoneses, que comem a maioria de suas refeições com o hashi.

A pluralidade da Índia é principalmente devido ao fato de o país possuir, no mínimo, nove “principais” diferentes grupos religiosos: o Hinduísmo, o Islamismo, o Cristianismo, o Siquismo, o Budismo e o Jainismo. Cada um tem sua crença e culturas diferentes. Além disso, há duas línguas oficiais na Índia: o hindi e o inglês. No entanto, eles falam 20 outras línguas reconhecidas na constituição do país. “Quando você pega um trem, as pessoas da próxima estação vão falar línguas diferentes e os cartazes e placas também tem diferentes letras”, explica Soichiro. Enquanto isso, o Japão possui somente uma língua oficial e três formas de escrita, o hiragana, katakana e o Kanji.

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