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Depois de quase dois anos, como fazer as aulas online renderem

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Muitos estudantes sentem-se frustrados por passar horas em frente às telas, mas ainda existem maneiras de diminuir essa tensão

Larissa Crippa (2º semestre)

Segundo Drauzio Varella, cansaço, improdutividade, dificuldade para se concentrar, olhos irritadosdores nas costasestresse e mudanças de humor são algumas das consequências trazidas pelo excesso do uso de tecnologias. De acordo com um relatório publicado em abril desse ano pela App Annie, os brasileiros passaram a usar mais os smartphones durante a pandemia de Covid-19. Os dados indicam que o tempo de tela no Brasil aumentou cerca de 35% nos quatro primeiros meses de 2021, quando comparado ao mesmo período de 2019, e dentro desses usuários constantes, encontram-se diversos estudantes que, muitas vezes, não possuem outras opções.

Apesar do processo de vacinação estar fluindo, a maioria das instituições optam por prosseguir com o ensino completamente online, ou pelo sistema híbrido, até o final desse ano. Mesmo na reta final desse sistema de aulas on-line, muitos já se encontram esgotados, sem motivação para continuar. De acordo com o portal sambatech, em nosso país temos mais de 1 milhão de alunos na modalidade à distância, porém, algumas instituições têm taxa de evasão de até 50%. Ao questionar alguns estudantes, seus posicionamentos foram decisivos: “Não gosto de ficar vendo aula no tablet, prefiro brincar com as minhas primas, não estou na escola de verdade”, afirma Rafaela, de oito anos, ao ser questionada sobre o que achava das suas aulas EAD. Seu irmão Yuri, agora no nono ano, diz que sente como se nunca tivesse saído do sétimo, já que o novo sistema, em sua opinião, não parece real, muito menos envolvente.

Considerando essas premissas, a psicóloga Fatima Fernandes faz recomendações de como tornar o período mais suportável e produtivo. “Posso dizer que fica mais produtivo  utilizando um espaço da casa preparado pra aula, que não seja passagem de pessoas, com qualidade de luz , mesa e cadeira adequada”, explica, além de reforçar que estabelecer metas diárias e determinar um período apenas para atividades é essencial.

O canal contabilista.blog, que pensa no ambiente coorporativo, conta que existem cinco dicas muito simples que podem fazer uma grande diferença. Primeiro, prepare seu ambiente de trabalho, tenha em mãos todos os materiais necessários, além de água e petiscos. Afaste possíveis distrações e tente se envolver com a aula, fazendo anotações, mapas mentais ou perguntas.

Segundo, estabeleça uma rotina, estar em casa traz a sensação de descanso, mas em determinados horários esse ambiente precisa se transformar em um escritório com disciplina.

O terceiro ponto fala da técnica do pomodoro, utilizada para não exaurir a mente, ela estipula períodos de estudo, com intervalos. Por exemplo, para cada 25 minutos de estudo, você deve descansar 5, já que o foco no processo de leitura começa a oscilar com 30 minutos consecutivos. Em quarto lugar, o blog fala como é essencial sair do aprendizado teórico, seja durante a aula ou depois dela, crie desenhos, músicas, poemas, exercícios ou qualquer outro artefato que te permita transformar o material em algo dinâmico. Já o último ponto reforça a importância da socialização, mesmo que seja por canais digitais, converse com seus colegas, tire dúvidas com o professor, busque materiais externos e comunique-se com quem puder.

Os momentos de exaustão continuarão presentes nesse momento difícil, já que o formato online não é o favorito da maioria dos docentes, mas, de tempos em tempos, as energias necessárias para continuar podem ser renovadas, como explica Fátima. “O cérebro humano é um mecanismo, ele precisa ser exercitado e respeitado nos momentos corretos para poder oferecer seu potencial completo”.

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