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Cinema silencioso entra em cartaz na Vila Mariana

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Evento

 

A Cinemateca Brasileira promove, de 11 a 19 de agosto, a VI Jornada Brasileira de Cinema Silencioso. O evento, a ser realizado na própria instituição, promete atrações como teatro, projeção de filmes ao ar livre, exposição de cartazes e performances circenses.

Assim como em edições anteriores, a proposta da Jornada é recordar o passado da sétima arte, tirando-a da plataforma comercial e relembrando a sua origem mágica e encantadora. “O cinema surgiu como uma atividade destinada à população e, ao longo dos anos, foi sendo elitizado. O objetivo deste evento é, para mim, atrair não só cinéfilos como também o povo; o público para o qual os filmes surgiram”, diz Fábio Saltini.

Para Saltini, o cinema é expressão popular. Foto: Giovanna Moreira Hueb

Com uma carreira dedicada ao cinema, ao teatro e à televisão, Saltini é um dos atores participantes da Jornada cuja atração, O Ilusionista, baseia-se na historia de um mágico que faz com que imagens, antes aprisionadas em sua própria imobilidade, adquiram vida.

Silêncio e música

As sessões de cinema silencioso terão, paralelamente, acompanhamento musical ao vivo. O grupo Abaetetuba, composto por quatro músicos, será responsável por algumas das trilhas sonoras.

Para utilizar a técnica de improviso, característica da banda, o grupo dispõem dos mais exóticos instrumentos como o shamisen, de origem japonesa; a rabeca, um violino acústico de origem árabe; além de contra baixo, saxofone, violão e percussão contemporânea.

Para mais informações sobre a VI Jornada Brasileira de Cinema Silencioso, acesse o site da Cinemateca Brasileira.

 Henrique Martorelli Maiolino e Laura Langanke (1º. semestre)

Com a mão na massa

Estudantes da ESPM entrevistam ator que participa da Jornada. Foto: Giovanna Moreira Hueb

“Um, dois, três… Valendo!”. Foi realizada no último dia 9 de agosto, a gravação para o quadro Agenda Cultural, do telejornal SPTV 1ª edição, da TV Globo. O acompanhamento deste processo foi uma das primeiras experiências de um grupo de alunos do primeiro semestre do curso de Jornalismo da ESPM-SP.

A repórter Andressa Rogê cobriu uma prévia da VI Jornada Brasileira de Cinema Silencioso realizada para alunos do Colégio Aliado, que ocorreu na Cinemateca Brasileira. A jornalista explicou o processo de preparação da matéria, que inicialmente envolve a elaboração da pauta por um jornalista. Em seguida, o assunto é estudado pela repórter que, durante a gravação, questiona e provoca os entrevistados.

Durante o trabalho de reportagem, o cinegrafista colhe imagens do local e do evento para ilustrar o assunto abordado. Após a gravação, a repórter escreve um texto para acompanhar a matéria durante sua exibição. Em seguida, junto com editor, ela revisa o material para gravar o áudio. A partir daí, a edição é finalizada.

A reportagem encabeçada por Andressa Rogê foi exibida no dia 10 de agosto, no SPTV 1ª edição, às 12h, e está disponível no site Globo.com.

Os alunos de jornalismo da ESPM-SP  Henrique Maiolino, Laura Langanke, Yasmin Martinez, Giovanna Moreira Hueb e Renato Bonfim acompanharam o trabalho de reportagem a convite da coordenadora de Comunicação da Cinemateca, Cláudia Rossi.

A VI Jornada Brasileira de Cinema Silencioso ocorre na Cinemateca, no bairro da Vila Mariana, em São Paulo, entre os dias 11 e 19 de agosto.

Giovanna Moreira Hueb e Renato Bonfim (1º. semestre)

 Do mudo ao falado, do falado ao mudo

Um grande percursor do cinema silencioso é o tão conhecido Charles Chaplin (1889-1977). De origem britânica, ele foi ator, diretor, produtor, humorista, empresário, escritor, dançarino, roteirista e músico. Atuou em grandes obras até hoje conhecidas, como Tempos Modernos e O Grande Ditador.

Um dos pais do cinema, como é considerado por alguns criticos, não é famoso apenas pelas grandes obras que fez, mas também por conta do bigode, da roupa de pinguim, bengala e, principalmente, por causa da forma engraçada como o personagem Carlitos caminhava. Segundo informações disponiveis no site UOL (Universo On Line), Chaplin uma vez disse: “A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos”.

O cinema silencioso ficou marcado pela obra de Chaplin. Entretanto, em 2011, o filme O Artista trouxe de volta o estilo de cinema que uma vez já foi muito famoso. Vencedor do Oscar de melhor filme e ganhador de três prêmios no Globo de Ouro, o filme conta a história do cineasta George Valentin, na Hollywood de 1927, que vê sua carreira afundar com o surgimento do cinema sonoro. Contudo, com a chegada desse novo recurso, a jovem figurante Peppy Miller terá sua oportunidade de brilhar.

 

Sugestões de filmes
O Artista (2011)
Duração: 100 minutos
Gênero: Comédia/ Romance
Direção: Michel Hazanavicius

 

O Grande Ditador (1940)
Duração: 124 minutos
Gênero: Comédia/Drama/Guerra
Direção: Charles Chaplin

 

Tempos Modernos (1936)
Duração: 1hora e 27minutos
Gênero: Comédia , Drama, Romance
Direção: Charles Chaplin

Marina Lagrotta (1º. semestre)

Um pouco da vida de um gênio

Charles Chaplin (1889-1977), o gênio do cinema e da comédia mundial, influenciou gerações e polemizava com sua arte. Iniciou sua carreira como artista ainda na Inglaterra, seu país de origem, e fez gerações rirem durante guerras e crises econômicas.

Segundo informações do site Adoro Cinema, os Estados Unidos foram o seu grande palco. Em 1912, Chaplin foi para a América para uma turnê onde permaneceu por dois anos e solidificou sua carreira depois de chamar atenção de Mack Sennett, da Keystone Film Company, que o contratou, como ator, para o filme Making a Living, de 1914.

O primeiro filme não foi tão bem quanto esperado, contudo, Sennett deu uma nova chance a Chaplin. Pouco tempo depois, ele passou a dirigir seus filmes. Em meio a essa produção, merece destaque O Vagabundo,  de 1915, em que ele dirige e interpreta o famoso personagem, Carlito, que marcaria sua carreira.

Em 1919, foi um dos fundadores da United Artists. De acordo com informação de Rubens Evald Filho em seu blog, no R7, apesar de ser um gênio do cinema mundial, Chaplin  tinha um vício: as famosas lolitas, que o processaram por seus insistentes assédios. Em 1924, chegou a casar-se com uma delas, uma jovem menor de idade, com quem teve dois filhos.

Chaplin morreu de causas naturais no Natal de 1977. Em reconhecimento à sua obra, o artista possui uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood.

Sugestão de filme
O Vagabundo (1915)
Duração: 32 minutos
Gênero: Comédia
Direção: Charles Chaplin

Alisson de Moraes (1º. semestre)

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