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Ser Mulher no Futebol: Duda Gonçalves analisa os desafios da mulher no jornalismo esportivo

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Em visita à ESPM, a repórter da Record TV compartilhou sua trajetória e discutiu o machismo estrutural no futebol.

Ricardo Scaringella

Duda Gonçalves na ESPM

Duda Gonçalves na ESPM

Duda Gonçalves, jornalista esportiva da Record TV, é uma das mulheres que enfrenta o machismo em um ambiente dominado por homens. Em um encontro com estudantes da ESPM-SP, Duda contou como construiu sua carreira e compartilhou os bastidores de sua trajetória e os preconceitos que enfrentou. 

Embora o jornalismo seja sua paixão, o caminho de Duda não foi linear. Antes de se encontrar nas redações, ela chegou a cursar um semestre de Publicidade e Propaganda. Mas a facilidade com a escrita e o desejo de trabalhar com comunicação falaram mais alto. Ao migrar para o Jornalismo, Duda traçou um objetivo claro: atingir o mais alto nível da profissão, ciente de que, para uma mulher, o esforço exigido muitas vezes é dobrado.

O Combate ao Machismo

A realidade do campo frequentemente expõe o machismo enraizado no esporte. Durante a conversa, Duda comentou o episódio envolvendo uma fala discriminatória de um zagueiro do Red Bull Bragantino contra a árbitra Daiane Muniz, que teve seu trabalho desqualificado por sua condição de gênero.

“A fala é extremamente machista e misógina. Ela expõe um pensamento incutido na sociedade, onde qualquer pretexto serve para desmerecer o trabalho da profissional apenas por ela ser mulher”, afirmou Duda que também enfrentou esses preconceitos na sua carreira como mulher negra. Para Duda, a  competência técnica é a melhor resposta contra o preconceito. 

O próprio currículo da Duda prova como enfrentou as críticas com trabalho. Em poucos anos, ela acumulou coberturas importantes, entre elas, a final da Libertadores em Guayaquil (2022), a decisão da Copa Sul-Americana (2023) e o Paulistão 2026. Além dos resultados profissionais, Duda tem provado que é possível não apenas ocupar esses espaços, mas protagonizá-los.

Reportagem de Ricardo Scaringella e Felipe Denzel (1º semestre)

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