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Memórias do Fotojornalismo – Weegee

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Atsuhiko De Moraes Uehara – Enrico Sordili Cosentino

Gustavo Lentini Rustom – Pedro Cicolin Guarache

(2º semestre)

Arthur Fellig, mais conhecido como We egee, nasceu em 12 de junho de 1899 na cidade de Lemburg, na Ucrânia. Autodidata, trabalhou pela primeira vez como fotógrafo aos quatorze anos, porém, ele teve muitos outros empregos relacionados à fotografia antes de conseguir um emprego regular em um estúdio fotográfico no sul de Manhattan em 1918. Esse trabalho o levou a outros em uma variedade de jornais até que, em 1935, ele se tornou um fotógrafo freelance. Era visceralmente apaixonado pela fotografia. Chegava ao ponto de subornar policiais para levar o criminoso a um local diferente e ser o único a fotografá-lo. Weegee, apesar de fotógrafo da ilegalidade, foi também considerado um profissional dedicado à fotografia after dark. Entre os gêneros aos quais se dedicou, estavam a ópera; a guerra; o harlem; entretenimento; cinemas; o circo; personalidades; e, distorções, que eram fotos que Weegee distorcia a partir de suas lentes.

Ele centrou sua prática na sede da polícia e em 1938 obteve permissão para instalar um rádio da polícia em seu carro. Isso lhe permitiu tirar as primeiras e mais sensacionais fotos de eventos noticiosos e colocá-las à venda em publicações como o Herald-Tribune, o Daily News, o Post, o Sun, o PM Weekly, entre outros. Durante a década de 1940, as fotos de Weegee apareceram fora da grande imprensa e também tiveram sucesso lá. A Photo League de Nova York realizou uma exposição de seu trabalho em 1941, e o Museu de Arte Moderna começou a coletar seu trabalho e exibiu-o em 1943. Weegee publicou suas fotografias em vários livros, incluindo Naked City (1945), Weegee’s People (1946), e Naked Hollywood (1953). Depois de se mudar para Hollywood em 1947, ele dedicou a maior parte de sua energia a fazer filmes e fotos de 16 milímetros para sua série “Distorções”, um projeto que resultou em retratos experimentais de celebridades e figuras políticas. Ele voltou a Nova York em 1952 e lecionou e escreveu sobre fotografia até sua morte em 26 de dezembro de 1968.

A obra fotográfica de Weegee é incomum por ter feito sucesso na mídia popular e ser respeitada pela comunidade das artes durante sua vida. A habilidade de suas fotografias de navegar entre esses dois reinos vem da forte conexão emocional forjada entre o espectador e os personagens em suas fotos, bem como da habilidade de Weegee em escolher os momentos mais contadores e significativos dos eventos que fotografou. A exposição retrospectiva de seu trabalho pelo ICP em 1998 atestou a popularidade contínua de Weegee; seu trabalho é freqüentemente lembrado ou representado na televisão contemporânea, no cinema e em outras formas de entretenimento popular.

Weegee, era um tipo estranho. Tinha um aspecto desmazelado e ao mesmo tempo extravagante. Vivia de noite, tendo por casa o automóvel. Era lá que fazia quase toda a sua vida, inclusivamente dormir. No rádio sintonizava as comunicações da polícia e quando ouvia relatos de algum desastre ou crime metia-se logo a caminho para o local. Quase sempre era o primeiro a chegar e, por isso, a suas fotografias se tornaram únicas. De regresso ao automóvel sentava-se na bagageira a escrever à máquina. Dizem que era também lá que revelava as fotografias.

A sua ferramenta de trabalho, para além do inseparável automóvel, era uma Speed Graphic, a câmara mais famosa entre os fotojornalistas americanos. Com ela percorreu as ruas novaiorquinas nos anos que sucederam à Lei Seca, as décadas de 30′ e 40′, captando impiedosamente o lado negro e marginal da cidade que nunca dorme. Weegee foi o fotógrafo de Nova Iorque.

Negras eram também as suas fotografias, de um negro absoluto, algo fantasmagóricas e fortemente contrastadas, resultado de uma opção estética deliberada (recorria ao flash mesmo de dia). Possuía um forte sentido estético e cenográfico. As suas imagens não eram neutras ou inocentes; eram agressivas, chocantes, cáusticas, sarcásticas, por vezes, e tinham uma forte carga simbólica. Weegee sabia o que queria.

O pseudônimo Weegee surgiu de um apelido que Fellig ganhou de si mesmo, da equipe da Acme Newspictures ou de um policial graças à sua rapidez em chegar às cenas dos crimes apenas poucos minutos depois de acontecerem, e que remete foneticamente ao tabuleiro ouija. Outra versão afirma que o apelido vem de seu trabalho como assistente no quarto negro, conhecido como “squeegee boy” (em uma tradução literal, o garoto do rodo – uma referência ao modo de impressão das fotografias no quarto negro).

Em 2015, suas fotos tiradas em cenas de crime, até então sob posse do Departamento de Polícia de Nova York, foram digitalizadas e expostas ao público.

Um documentário sobre sua vida foi proposto em 2019.O documentarista norte-americano Errol Morris será o realizador do filme biográfico “Weegee” sobre a vida do fotojornalista Arthur Fellig, que começou a fotografar nas ruas de Nova Iorque na década de 30

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