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Memórias do Fotojornalismo – W. Eugene Smith

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Ana Vitória Leal – 2º semestre

Isabella Nobre Tiezzi – 1º semestre

  1. Eugene Smith nasceu em 30 de dezembro de 1918, na cidade de Wichita, localizada no Kansas, nos Estados Unidos. Começou sua carreira cedo e publicou suas primeiras fotografias em dois jornais locais.

Ele teve aulas de fotografia na Universidade de Notre Dame, em South Bend, Indiana, mas saiu depois de um ano para ir à Nova York, onde ele trabalhou para revista Newsweek e foi “freelancer” da LIFE, The New York Times, entre outras.

Em 1939, Smith começou a trabalhar esporadicamente como um fotógrafo contratado da revista LIFE, com a qual teve um relacionamento turbulento ao longo de sua carreira.

Durante a Segunda Guerra Mundial, foi correspondente da guerra do Pacífico para a editora Ziff-davis e para revista LIFE, trabalho o qual fez com que ele se tornasse um dos maiores nomes do fotojornalismo; Smith fotografou a ofensiva dos Estados Unidos contra o Japão, tirando fotos de soldados americanos e prisioneiros de guerra japoneses em regiões como as ilhas de Okinawa, onde ele estava quando foi severamente ferido por um morteiro, no ano de 1945.

Depois de 2 anos de recuperação, ele voltou para revista e produziu seus melhores ensaios fotográficos, como “Country Doctor”, “Spanish Village”, nos quais sua tradição humanista era evidenciada.

O ensaio “Spanish Village” foi um de seus mais famosos e aconteceu na Espanha em uma aldeia da zona de Cárceres: Deleitosa. Quando esta matéria foi publicada na revista Life vendeu 27 milhões de exemplares, sendo que a média da revista normalmente era de 5 milhões. Nessa reportagem ele não se limitou apenas a fotografias da aldeia e seus habitantes, mas também realizou uma pesquisa social, estabelecendo uma conexão com as pessoas retratadas.

 Em “Country Doctor”, também publicado na revista Life, Smith retratava a rotina de Ernest Guy Ceriani, um médico do interior do Estados Unidos, que é mostrado como um profissional incansável que abriu mão do dinheiro e do conforto para atender pessoas do interior sem acesso à assistência medica.

Sua carreira foi marcada pelo profissionalismo, dedicação e amor à arte fotográfica.

Seguia a máxima: “Se suas fotos não são boas o suficiente, então você não está perto o suficiente” dita por Robert Capa, fotógrafo húngaro conhecido por ser um dos melhores fotógrafos de guerra do mundo. Por isso, Smith gostava de se aproximar do assunto a ser fotografado, assim, suas fotos traduziam bem o terror da guerra.

Em 1955, tornou-se membro da agência Magnum, uma cooperativa internacional de fotógrafos, e ainda foi contratado por Stefan Lorant para produzir um perfil fotográfico da cidade de Pittsburgh.

Ele continuou sendo “freelancer” para diversas revistas incluindo a LIFE, até o final de sua carreira. De 1959 até 1977, trabalhou para uma empresa no Japão, deu aula em universidades de Nova York, além da Universidade do Arizona em Tucson.

Seu último ensaio, “Minamata”, completo em 1970, representou vítimas do envenenamento por mercúrio em uma aldeia japonesa que vivia à base da pesca.

Em seus trabalhos, Smith, combinou a inovação, integridade e o domínio técnico, fato que o fez ser considerado um padrão a ser seguido pelo Fotojornalismo por anos; morreu dia 15 de outubro de 1978, com 59 anos, na cidade de Tucson, no Arizona.

Mesmo após sua morte, sua tradição humanista e de aproximação com as personagens a serem retratadas, continua a ser propagada pela Fundação W. Eugene Smith organização que concede bolsas para realização de ensaios seguindo os preceitos sociais do fotógrafo.

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