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Memórias do Fotojornalismo – Eugène Atget

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Antônio Luiz Molina – Isabel Martins Vitor Altino (2º Semestre)

Eugène Atget dia 12 de fevereiro de 1857 em Libourne. Não teve uma vida fácil, ficou órfão aos sete anos e foi morar com seus avós maternos, quando completou seus estudos no ensino médio decidiu ir para a marinha. Porém, em 1878 aos 21 anos decidiu se mudar para Paris para tentar a vida como ator, mas somente foi admitido na escola de teatro em sua segunda tentativa e ainda ele havia sido convocado pela marinha e por isso teve problemas com sua frequência levando a expulsão.

Nos anos seguintes, ainda querendo a vida de ator decidiu se juntar a uma trupe itinerante. Lá conhece a atriz Valentine Compagnon, que futuramente seria sua esposa, mas em 1887 tem uma infecção nas cordas vocais, o que culminou no fim da sua carreira de ator. Então decidiu voltar para sua cidade e tentar a vida como artista plástico, onde não teve sucesso. Mas em 1888 aos 30 anos decide fazer suas primeiras fotografias e a partir deste dia começou a vida de fotógrafo.

Suas primeiras fotos foram de Amiens e Beauvais. Atget retorna a Paris e suas fotos que eram somente para ajudar pintores e arquitetos, acabou se destacando valor por mostrar a Paris antiga.

Ele não se via como fotógrafo, muito menos como um artista. Para ele, seu trabalho era de registrador.

Começou então tirar fotos de referências que vendia de porta em porta, com o passar do tempo bibliotecas e museus se converteram em clientes. Mas, as pessoas não valorizam suas obras. Ele levava seu trabalho com modéstia e todos que olhavam para as fotografias uma segunda vez, viam que o fotógrafo por trás delas era um homem de olhar indagatório, característica que ele levou consigo durante os anos de trabalho.

Ele fotografou sua vida inteira com uma câmera de caixa de 18×24 e o tripé, o aparelho pesava mais de 20 kg e mesmo quando ofereceram câmeras mais leves, ele recusou. Suas fotos são diferentes, porque são posadas.

Por causa do negativo sensível e um diafragma muito abertos, o artista só podia fotografar em dias que o tempo estivesse bom e em lugares pouco movimentados, para a imagem sair minimamente nítida.

Fotografava Paris. Atget andava sozinho pelas ruas, nos versos de suas fotos anotava o nome do local e indicações históricas como datas de construções e usos. Além da arquitetura e do ambiente urbano trazia também as ruas estreitas, vitrines de diversos estabelecimentos comerciais vendedores ambulantes e pequenos comerciantes, trapaceiros, tocadores de realejo e prostitutas, feiras e diversões populares em vários bairros, locais periféricos e zonas suburbanas onde abrigava pobres e sem-teto. Sua única ajuda vinha da esposa.

Suas milhares de fotografias poderiam parecer um arquivo de Paris e seus moradores, mas na verdade são um repositório de inumares percepções e olhares que arrebataram a alam de um artista.

Eugène morre em 4 de agosto de 1927, aos 70 anos, na cidade de Paris.

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