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Futebol e legos são temas de coleções de jovens da Vila

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Para moradores do bairro, juntar objetos é uma forma de diversão. Foto: arquivo pessoal

O colecionismo é algo muito adotado pela sociedade nos dias de hoje. Relaciona-se com o ato de juntar, guardar, unir ou até mesmo expor diversos tipos de artefatos de mesma categoria ou classe.

Não há uma data que marque seu surgimento. De acordo com a técnica em assuntos culturais da Sedac-RS (Secretaria de Estado da Cultura do Rio Grande do Sul), Vera Regina Luz Grecco, em texto publicado no site Escritório do Livro, os grandes reis e imperadores da antiguidade tinham como objetivo fazer coleções para deixar um patrimônio para o futuro. As coleções nascem, basicamente, de acordo com os interesses próprios de cada pessoa.

No entanto, atualmente muitas pessoas fazem coleções por pura diversão, desde objetos mais simples, como figurinhas de álbuns, até descansos para copo.

Coleções e idades

O estudante universitário da Vila Mariana, Thiago Morteira, 20 anos, faz, há anos, coleção de camisas de diversos clubes de futebol do mundo. Porém, ele não se contenta com qualquer time. “Diferentemente da maioria dos colecionadores, para mim, quanto mais diferente for o time, mais eu quero a camisa”, diz.

Morteira ressalta que sua coleção foi crescendo lentamente, e aumentou conforme ele foi ficando mais velho. “Comecei comprando apenas camisas que gostava. Com o tempo, ia pedindo de presente de aniversário, Natal e, principalmente, quando meus pais viajavam para outros estados e países.”

Por outro lado, o jovem estudante Paulo Rhein, 11 anos, que mora no bairro, possui um interesse mais infantil de colecionismo. Os legos dos super-heróis da Marvel Comics são seu único e grande objetivo. “Eu acho uma coleção criativa e interessante.”

Paixão

Quando o assunto é a obsessão por coleções, sejam elas de quaisquer artefatos, as opiniões  convergem. Morteira acredita que é preciso cuidado para não cair na tentação de forma descontrolada. “Às vezes, o vício pela coleção faz a pessoa se tornar refém da sua paixão e viver ao redor dela”, avalia.

Rhein concorda com o ponto de vista de Morteira e, mesmo que muito jovem, percebe que pode se tornar um vício sem controle, afetando até mesmo ele. “Pode ser vicioso. Fiquei tão obcecado por legos que cada vez que comprava queria mais e mais”, assinala.

Além disso, o jovem de 11 anos diz que não tem outra ideia de coleção, mas que se surgir uma nova oportunidade, não a descartará. “Se visse uma coleção interessante, investiria para valer nela.”

O universitário Morteira lamenta não ter condição de investir um grande valor para aumentar sua coleção ou criar uma nova. “Hoje eu não tenho dinheiro. Talvez quando começar a trabalhar e ganhar minha própria renda, venha a criar uma nova e deixá-la para meus filhos”, finaliza.

Fábio Martin (2° semestre)

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