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Curso de Jornalismo da ESPM-SP comemora o Dia Internacional da Liberdade de Imprensa

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Fotos: Amanda Amorim – Gabriella Figueiredo – (1º semestre)

Antônio Molina – Vitor A. Altino  – (3º semestre)

Texto: Pedro Cohem (1º semestre)

Johnny Negreiros (2º semestre)

Gabriela Gaeta (3º semestre)

Na manhã desta segunda-feira, dia 3, os alunos de jornalismo da ESPM presenciaram uma palestra feita por importantes nomes da política e do jornalismo brasileiro. Durante o evento, os convidados, em razão do Dia Nacional da Liberdade de Imprensa, efetuaram um debate sobre a censura dos canais de comunicação em relação ao momento político vivido pelo Brasil na atualidade e também durante o período da ditadura militar.

Leandro Machado abriu o discurso dos convidados, abordando temas como sua própria formação acadêmica, dando ênfase à ciência política e a passagem pela Universidade de Harvard. O interesse e o entusiasmo de Machado em relação à política se fizeram bastante evidentes.

Nesse sentido, tendo em vista a temática da palestra, o advogado ressaltou a importância da democracia, cuja manutenção depende de todos, haja vista que ela é, por definição, a participação coletiva dos indivíduos. Posteriormente, Machado comparou tal conceito com uma floresta, pois está se faz pela diversidade e pluralidade, garantindo espaço às distintas espécies. Ainda nessa analogia, ele disse que prefere um “ruído chato” a o “silêncio absoluto dos pinheiros”. Em outras palavras, todos os pensamentos devem ter o direito de serem proferidos, por mais que ele propriamente dito não concorde com certas opiniões.

Em seguida, a palavra foi passada para André Marsiglia, advogado constitucionalista, que contou aos presentes sua experiência com um caso de censura. Em 2019, Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal mandou retirar do ar uma matéria da revista Crusoé. “O amigo do amigo de meu pai” ligava Dias Toffoli, outro integrante de tribunal, à Odebrecht. Tal empreiteira ficou conhecida pelos escândalos de corrupção de agentes públicos e por ser intensamente investigada no âmbito da Operação Lava Jato. Após repercussão negativa, Moraes revogou a decisão.

Logo depois, Sinval de Itacarambi comentou sobre sua experiência no meio. Reafirmou a importância da democracia e da liberdade de imprensa para que o jornalismo funcionasse em sua melhor forma. Sob tal ótica, comentou sobre uma passagem que teve com Roberto Marinho, ex-proprietário do Grupo Globo e falecido em 2003. Quando perguntado por Itacarambi, respondeu com a famosa frase “nos meus comunistas mando eu”, dando a entender que não escolhia seus jornalistas por orientação política, e sim pela qualidade técnica.

A palestra, que teve duração de duas horas, trouxe informações muito importantes para os alunos de graduação do curso de jornalismo da ESPM. Além de complementar os conteúdos já passados anteriormente por professores do curso.

O debate foi conduzido pelo Professor do Curso de Jornalismo da ESPM Ricardo Gandour, diretor da Rádio CBN.

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