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Covid-19: atraso da 2ª dose das vacinas e desinformação preocupam brasileiros

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Felipe Padovesi e Luana de Andrade (1º semestre)

Com o desabastecimento da vacina Coronavac, o Brasil alcançou a marca de 5 milhões de pessoas com atraso no recebimento da 2° dose, segundo recente levantamento feito pelo jornal O Estado de S. Paulo na base de dados de vacinados do Ministério da Saúde, disponível no site Open Datasus. A falta de vacinas preocupa quem já tomou a primeira dose, já que existe uma desinformação por parte de diferentes fontes em relação à demora para receber a segunda, se pode ou não acarretar problemas na eficácia das vacinas.

Paulo Roberto Freitas, de 64 anos, mora em Salvador, na Bahia, e recebeu a 2° dose da vacina com 10 dias de atraso. Ele conta qual foi o sentimento em relação à espera da dose. “Cria-se uma expectativa desde quando você toma a 1º dose até o dia da 2ª. Não propriamente medo, mas ansiedade”, diz. Após o atraso, Paulo não obteve muito direcionamento sobre que atitudes tomar, apenas foi orientado a esperar, sendo dito que receberia a vacina.

Em resposta aos atrasos e orientações, ele conta que o governo do Estado e a Prefeitura do município fizeram um mutirão para receber as doses faltantes: “O governo do estado da Bahia e a prefeitura realizaram um mutirão de mais 28 horas ininterruptas no final de semana, começou no sábado pela manhã entrando pela madrugada e foi até a tarde do domingo. Muitos que estavam com essa pendência receberam a 2ª dose”, diz.

O atraso não preocupa somente aqueles que precisam da vacina, mas mobiliza, também, aqueles próximos aos que necessitam. Eliana Gallota Alquete é irmã e cuidadora de Wagner, de 67 anos. Wagner possui um déficit cognitivo e precisa da ajuda de sua irmã para gerenciar a situação de suas vacinas contra a Covid-19. Eliana também não recebeu uma orientação específica e optou por correr atrás de respostas. “Estava agendado para 12 de maio (o recebimento da 2ª dose), desde essa data, estava indo ou ligando várias vezes por dia aguardando uma resposta positiva”, diz a cuidadora.

O Portal de Jornalismo levantou, a partir de dados de pesquisas, que o intervalo ideal entre as doses da vacina Coronavac, produzida pelo Instituto Butantan, em parceria com o laboratório chinês Sinovac, é de 14 a 28 dias. Já para a vacina Astrazeneca, produzida pelo laboratório de Oxford em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz, recomenda-se um intervalo de 3 meses. Para a vacina da Pfizer, produzida pelo laboratório de mesmo nome, o intervalo ideal é de 12 semanas.

Em São Paulo, a campanha de vacinação contra a Covid-19 teve início em 19 de janeiro de 2021, e está direcionada para grupos prioritários, em diferentes etapas, de acordo com a Prefeitura. Em entrevista para a Agência Brasil, em 18 de maio, o médico pediatra diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Renato Kfouri, afirma que aqueles que não conseguiram tomar a segunda dose no momento agendado devem tomar assim que possível, mesmo com atraso.

 

O Brasil está na lista dos países que mais vacinaram no mundo em quantidade, com cerca de 52.771.668 doses aplicadas, contudo, o percentual não chega a um terço da população total. Isso significa que apenas 25,9% da população já foi vacinada, com pelo menos uma das doses das vacinas disponíveis no país.

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