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Como frequentar museus durante a pandemia

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Enrico Sanchez (3º semestre)

Desde que a pandemia começou, em março de 2020, todos os serviços considerados não essenciais tiveram que encerrar suas atividades. Entre esses, os museus também tiveram que fechar as portas por cerca de um ano. Em meio a essa situação, muitos precisaram se reinventar para continuar levando conhecimento para todos os apaixonados por cultura e arte.

Essa reinvenção aconteceu por meio da internet. Forçados a buscar uma nova maneira de continuarem ativos, os museus estão oferecendo passeios virtuais para aqueles que sentem falta desse programa, ou até mesmo para os professores, que podem fazer os passeios nos museus como método de aprendizado. “O passeio virtual em museus era um tipo de serviço que já existia antes da pandemia. Costumo apresentar para os meus alunos os passeios do Louvre e da Pinacoteca de São Paulo. O do Louvre, por ser simbólico, por ser o museu mais famoso do mundo e ter várias obras. Já o da Pinacoteca é um passeio sensacional, a definição das imagens é impressionante, além de conseguir fazer um tour em 360°. O mais legal desse primeiro contato, sobretudo na Pinacoteca, é que eles (alunos) ficam muito impressionados com a arquitetura, com o espaço, não imaginam, em um primeiro momento, que o museu possa ser um lugar tão agradável, esteticamente falando. Já ouvi relatos de alunos que, depois desse passeio virtual na pinacoteca, tomaram a iniciativa de ir realmente ao museu”, comenta Alexandre Vieira, professor de História da Arte e Português na escola Liceu.

Embora a maioria dos museus ofereça passeios de graça, alguns estão cobrando pela atração. É o caso da Graceland, casa-museu do falecido cantor Elvis Presley, que está cobrando cerca de U$100 por uma visita guiada com uma especialista, que revela todos os detalhes do local em que o cantor viveu parte de sua vida.

A maioria dos tours virtuais são transmitidos por meio de plataformas de videoconferência. Entre elas, o Zoom e o Google Teams lideram a preferência dos empreendedores.

O professor ainda comenta sobre os passeios virtuais. “Por meio do ‘Google Arts and Culture’ algumas instituições ofereciam esse tipo de passeio, mas era algo incipiente. Os museus que não tinham esse tipo de serviço passaram a oferecer (depois da pandemia) e os que tinham aumentaram a quantidade de obras disponíveis para o público”, ressalta.

Nesse longo período em que estão com as atividades presenciais paralisadas, os museus utilizam esse tempo para fazer melhorias e reformas no local. É o caso do Museu do Louvre, na França, que aproveitou o fechamento e contratou especialistas para trabalhar na faxina, restauração e embelezamento das exposições no museu, com o objetivo do cliente ter a melhor experiência possível quando tudo se normalizar.

Aos poucos, os museus estão retomando as atividades. Desde o dia 24 de abril, museus, parques, cinemas e espaços culturais estão funcionando novamente no Brasil, no entanto com uma série de cuidados e restrições. Por exemplo, esses espaços só podem receber 25% da capacidade total de público e os estabelecimentos devem respeitar o horário das 11h às 19h.

Camila Julien, advogada e fã de arte, comentou sobre a experiência de ir ao Museu de Arte de São Paulo (Masp) pela primeira vez desde que a pandemia começou. “Eu tive que agendar o horário em que iria pelo celular, comprar os ingressos, mas quando cheguei na porta, vi que tinha a opção de comprar ali mesmo. Cheguei uns 15 minutos antes e eles me liberaram, mas não sei se existe um controle exato na quantidade de gente.  No Masp, eles dão um adesivo que é colocado na roupa e basicamente é seu ingresso O adesivo ficava dentro de uma caixa e para pegá-lo era necessário passar álcool-gel. Antes disso, os funcionários medem sua febre. Lá dentro, todo mundo estava de máscara, não vi ninguém sem máscara. Na porta de cada uma das três salas tinha mais álcool-gel à vontade. Não estava lotado, então acredito que exista sim um controle da quantidade das pessoas que entram. Me senti segura em todo momento, não senti risco algum”, conta.

O Masp está expondo as obras da artista Beatriz Milhazes. A exposição estará aberta ao público até o dia 6 de junho. Às terças, a entrada é gratuita mediante reserva online de ingressos. Nos outros dias, os ingressos estão disponíveis a partir de R$ 45 a inteira e R$ 22 meia entrada.

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