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Apresentadora Adriana Couto fala em Aula Magna com alunos de jornalismo da ESPM-SP

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Richel Piva (2º semestre) e Lucas Tadeu (3º semestre)

No último dia 20, os alunos de jornalismo da ESPM-SP tiveram uma Aula Magna com a apresentadora e jornalista da TV Cultura, Adriana Couto. A palestra, transmitida pela plataforma Zoom, foi mediada pelo também jornalista e professor, Antonio Rocha Filho, e a coordenadora do curso, professora Maria Elisabete Antonioli. Adriana está na Cultura há 13 anos, e, atualmente, é apresentadora do programa Metrópolis, exibido de segunda a sexta-feira, às 19h40, e aos domingos, às 20 horas.

A jornalista iniciou a aula contando a sua trajetória e como foi, para ela, uma menina negra da periferia de São Paulo, entrar em um espaço marcado pelo racismo estrutural, o jornalismo. Adriana cursou Rádio e TV pela PUC-SP, e contou como era uma realidade completamente diferente da dela, histórias sobre suas experiências, dificuldades e desafios.

Durante toda a apresentação, Adriana sempre ressaltava o racismo, e a necessidade de se combater uma estrutura centenária, construída e hierarquizada em nosso país. “A herança colonial só beneficia algumas pessoas, não vemos aulas de história falando sobre esses temas, falando sobre as populações negras”. Adriana Couto reforça que o jornalismo é um dos principais meios nesse combate: “Vocês vão dar voz a essa resistência ou perpetuar o silêncio?”, questiona.

Sobre o jornalismo, Adriana diz ainda estar muito atrelado ao racismo e precisar de uma reestruturação, de modo com que haja mais representatividade: “A escolha da pauta é, acima de tudo, uma escolha política”.

Ainda em relação ao jornalismo, a apresentadora deu algumas dicas sobre como podemos iniciar essa mudança na estrutura: “Vocês devem dar voz, e lugar para as pessoas negras colocarem suas representações”, completando seu pensamento. Para ela, é preciso que procuremos mais fontes de origem negra, médicos negros, advogados, empresários, especialistas, esse pode ser o primeiro passo para a quebra dessa estrutura.

Ao final da aula, alguns dos presentes se emocionaram com a jornalista. No chat, os alunos agradeceram, elogiaram e fizeram muitas perguntas, no entanto, devido ao tempo, apenas algumas poucas foram lidas.

 

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