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Treinadora de futebol feminino avalia crescimento das adeptas ao esporte

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Giullia Capaldi (1º semestre)

Dados da Associação dos Clubes Europeus (ECA) indicam que 27% dos jovens entre 16 e 24 anos declararam não ter nenhum interesse em futebol. Os motivos podem ser vários, de acordo com sites especializados e jornalistas esportivos, e vão desde o surgimento de novas modalidades, como o e-sport, até a falta de diversidade e inclusão, por ser um ambiente tradicionalmente machista.

Entretanto, nos últimos anos, nota-se uma popularização do futebol feminino e o crescimento com o incentivo de patrocinadores e espaços maiores nas grades de programas de televisão. O número de meninas se matriculando em escolinhas cresceu substancialmente, conforme pesquisa realizada pelo site O Povo.  Com o aumento do interesse, o número de escolas de futebol destinadas apenas para mulheres também cresceu.

Ana Guimarães, 39, é fundadora e idealizadora do projeto Boleiras Futebol Feminino, escola criada em 2015. Segundo ela, no início, ao mesmo tempo em que muitas mulheres se inscreveram por se tratar de algo novo, outras tiveram receio, pois acreditavam que era necessário não ser amadora. “Isso foi uma barreira que fomos quebrando, principalmente porque trabalhamos o empoderamento entre  mulheres e hoje, além de futebol, promovemos eventos e rodas de conversas”, acrescenta Ana.

Para Ana, é importante ocupar espaços que nunca foram permitidos às mulheres: “atualmente promovemos o futebol feminino em quadras ao lado de homens com naturalidade, assim como deve ser”.

De acordo com ela, o cenário ainda é de exclusão das mulheres no esporte, mas já está se alterando. “Estamos ganhando mais visibilidade. Ainda está longe do ideal, mas os times brasileiros têm investido mais. Já no futebol feminino amador, as mulheres vêm se interessando mais e mais em participar, pois há a oportunidade de dividir com outras mulheres aquele momento  que vai além do futebol, e acaba sendo um rede de amizades e apoio”, completa Ana.

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