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Preço da gasolina atinge a casa dos sete reais no Brasil

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Eduardo Fabrício (2º Semestre)

Na última semana, o preço da gasolina superou os R$ 7 em quatro estados do Brasil, sendo Tocantins o que atingiu maior valor (R$ 7,36). Isso, segundo o economista e professor da ESPM-SP, Luís Carlos Berti, é resultado da política de preço brasileira, retomada econômica pós-pandemia e pressão para o aumento do preço do petróleo. “Desde o governo Temer começaram a mudar as políticas de preços para o alinhamento da Petrobras à paridade do Preço-Importação. Eles desconsideram o aumento ou redução dos custos de extração, produção e distribuição aqui no Brasil, pelas nossas competências e tecnologias, alinhando o petróleo ao que é negociado nas bolsas internacionais”, explica o economista.

Berti contextualiza que a pressão pelo aumento do petróleo, em vista da retomada econômica, fez com que o preço do combustível subisse, dada a particularidade da estratégia brasileira. “Óbvio que a gasolina subiu, e os valores são absurdos”, completou.

Segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), até julho desse ano, a gasolina já tinha avançado 27,51%. Além disso o diesel também registrou alta significativa de 25,78%. Esses aumentos aproximaram o preço médio do litro dos combustíveis a R$ 6 e R$ 4,50, respectivamente, de acordo com levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

O setor de transporte é um dos mais afetados pela elevação dos preços, o que causa o descontentamento geral da classe, como comenta o caminhoneiro Cicero Ferreira. “Estou ouvindo uns boatos que talvez os caminhoneiros possam ‘dar uma parada’. No fim vai sobrar para os caminhoneiros… a corda sempre arrebenta para o lado mais fraco”, lamenta.

Porém, ele reitera que tais medidas podem não surtir efeito ou ter alguma influência. “Mesmo que aconteça a paralização, o preço do petróleo não vai mudar em nada, depois que sobe não tem mais jeito, barato ou caro, vai ter que usar”. Cicero ainda complementa que a alta nos preços não é proporcional ao frete recebido pelos trabalhadores, fazendo com que eles gastem mais e recebam menos. “O ‘preju’ é para quem transporta”.

Berti vai ao encontro do depoimento do caminhoneiro quando alerta sobre as consequências da subida dos preços frente ao cenário pandêmico atual. “Isso associado a muitos desempregados ou pessoas que perderam parte da renda, diminuiu a capacidade de consumo das pessoas. Há um aumento de preço impactando a inflação, sem a contraparte de correção salarial ou até mesmo, sem salário”, ressalta.

Por fim, o professor chama a atenção para uma falha educacional brasileira. “É nesse momento que a gente vê a problemática que é a falta de educação financeira ao longo do tempo, já que não se tem a preocupação de manter uma reserva para eventuais emergências”.

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