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Movimento no comércio cai durante férias universitárias

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Entre dezembro e fevereiro, estabelecimentos  da Vila Mariana precisam se adaptar para não saírem prejudicados com a ausência de fregueses

Comércio

Parte da fachada de um dos restaurantes da região, que tem prejuízo na venda de almoços nos meses sem aula. Foto: Daniella Gemignani

As férias de verão estão chegando e, com elas, muitos alunos da ESPM voltam para suas cidades de origem, deixando os estabelecimentos da região da Vila Mariana com um movimento muito menor do que é costume durante outras épocas do ano. “Não vejo a hora das aulas acabarem para poder voltar para Franca”, diz a aluna Ligia Zanetti, que mora em São Paulo desde o começo do ano.

Segundo a recepcionista do salão de beleza Depilarte, Ana Paula Porto, a maioria dos clientes do centro estético são alunos da faculdade. “Durante as férias, o movimento cai bastante. Quase todos os nossos clientes são estudantes da ESPM”, diz. Ela ainda afirma que o salão procura fazer promoções para atrair a clientela que permanece no bairro.

Esta é a mesma tática usada pela loja de roupas Fuchic: férias é época de liquidação, com 50% de desconto nos itens. “A loja esvazia muito, pois o nosso maior movimento são os alunos da Belas Artes e da ESPM, por isso ‘caímos’ os preços”, argumenta a funcionária Francine Justino.

Segundo a lojista, outros métodos ainda são usados para evitar a queda do faturamento na época de veraneio. “Normalmente, fechamos a loja às 21 horas. Mas, durante o período de férias, encerramos duas horas mais cedo”, completa. A razão para isso é que o público, que são os alunos da noite, não está mais presente.

Experiência

Valdir Silva, dono do estabelecimento Cosméticos e Acessórios, que funciona há poucos meses, ainda não passou pela experiência das férias universitárias, mas diz que está de olho na programação das escolas. “A gente depende muito das faculdades. Já ouvi dizer que o movimento cai bastante, então ficamos atentos se haverá algum curso de férias ou algo que traga os alunos para o bairro”, afirma o comerciante.

Mas quem já tem experiência, como Francisco Simão, que trabalha há quatro anos no restaurante Porto Brasil, conhece os métodos para driblar a ausência dos alunos. “Ficamos bastante prejudicados durante o período de dezembro a fevereiro. Por isso, damos uma pausa da véspera do Natal até 7 de janeiro com o objetivo de diminuir o prejuízo”, explica o garçom. “Mesmo assim, nossas vendas caem cerca de 60%. Se normalmente vendemos de cem a 110 almoços por dia, durante as férias chegamos a vender apenas vinte”, completa.

Entretanto, a dificuldade dos comerciantes não deve durar muito tempo. As aulas nas faculdades terminam no começo de dezembro e tem previsão de retorno em meados de fevereiro.

Daniella Gemignani (2º semestre)

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