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Memórias do Fotojornalismo – Robert Bergman

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 LEONARDO SELVAGGIO – MARCELO BARONI – (2º semestre)

CAIO COLETTA – (3] semestre)

PAULA JACOB – (8º semestre)

Robert Bergman nasceu em 1944, em New Orleans, Louisiana, Estados Unidos.

Ele é mais conhecido pelos retratos de pessoas normais no cotidiano, mas a sua carreira perpassa algumas vertentes da profissão.

O gosto pela fotografia apareceu ainda na infância, quando fazia experimentações com uma câmera antiga, fazendo fotos de familiares e amigos.

Aos 20 anos, criou a sua primeira série de fotos em preto e branco, com pessoas andando na rua, indo trabalhar, esperando o ônibus da escola chegar…

Depois de alguns anos, já na década de 1970, ele passou a brincar com os elementos que fazem uma foto: a luz e o contraste. Deixando o resultado final com uma cara de pintura e documentação.

O objeto de estudo virou idosos em casas de repouso.

Esse contato com o psicológico e a ideia de pessoas renegadas pela sociedade passou, então, a ser o seu grande objetivo enquanto fotógrafo documental da vida comum.

Ao trocar o preto e branco pelas cores, Robert Bergman descobriu uma nova forma de trabalhar o resultado das imagens capturadas.

A saturação dos pigmentos coloridos e a sensação de que eram pinturas hiper-realistas.

deram ainda mais destaque para os retratos fechados, pegando apenas o rosto dos personagens.

Crianças, velhos, homens, mulheres… Qualquer um virava um personagem para as lentes de Bergman. Principalmente aqueles que sempre ficaram à margem da sociedade: moradores de rua ou de zonas periféricas, e dependentes químicos, por exemplo.

Essas fotografias pouco mostravam sobre o contexto ao redor, apenas focando no personagem em si. As fotos também não possuem título, nome da pessoa que aparece na imagem ou a localização dela. É simplesmente sobre observar o outro ser humano.

Suas maiores referências eram os fotógrafos Edward Weston, conhecido por enaltecer a textura de elementos do dia a dia, como alimentos; e Robert Frank, outro retratista do cotidiano das ruas.

Em 1998, Robert Bergman publicou o seu primeiro livro, A Kind of Rapture, onde reuniu boa parte de seus retratos coloridos. O título teve prefácio assinado pela vencedora do Nobel de Literatura Toni Morrison, que o descreveu como um poeta autoral do povo americano. Em suas palavras: “Uma apresentação da singularidade, da comunidade e da santidade inextinguível da raça humana”.

Apesar do seu vasto acervo e algumas exposições coletivas, ele precisou lutar contra o preconceito do universo artístico e fotográfico, que o renegou boa parte da carreira.

Apenas em 2009, ele teve a sua primeira exposição individual, composta por retratos tirados entre 1986 e 1995. A movimentação em torno da National Gallery of Art, em Washington, fez com que outros museus se interessassem pelo trabalho de Bergman.

Pouco tempo depois, o MoMA de Nova York, a Yossi Milo Gallery e o Minneapolis Institute of Arts fizeram outras exposições solo do artista. E no final de 2010, ele teve a sua primeira exposição individual internacional, no Michael Hoppen Contemporary, em Londres.

Hoje, aos 76 anos, ele é considerado um dos maiores fotógrafos do século 20.

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