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Evento mostra opiniões de jornalistas estrangeiros sobre o Brasil

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Correspondentes internacionais falam sobre o que pensam do Brasil. Foto: Letícia Teixeira.

Correspondentes internacionais falam sobre o que pensam do Brasil. Foto: Letícia Teixeira.

 

Na última terça-Feira, 7 de outubro, o curso de Relações Internacionais da ESPM-SP, em conjunto com o iFHC (Instituto Fernando Henrique Cardoso), realizou o seminário O Brasil pelo olhar de correspondentes estrangeiros, voltado para os alunos dos cursos de Jornalismo e Relações Internacionais. O evento ocorreu no auditório Philip Kotler com transmissão ao vivo para dois outros auditórios do campus.

Logo na abertura, um breve discurso do diretor e presidente da instituição, José Roberto Whitaker: “Jornalismo e relações internacionais são áreas vistas por nós com carinho, devido a sua importância”, disse. O evento seguiu com a mediação doSuperintendente Executivo da fundação iFHC, Sérgio Costa, e do diretor acadêmico de graduação ESPM-SP, Ismael Rocha, que comentou sobre os diferenciais de um profissional formado na área de relações internacionais da faculdade. Também falou aos alunos o diretor da graduação, Luiz Fernando Garcia.

Os jornalistas internacionais presentes tiveram cerca de quinze minutos para uma breve apresentação, abrindo, então, o seminário para perguntas dos alunos via internet.

Brian Winter, jornalista norte-americano atuante na empresa Thomson-Reuters e escritor da obra O improvável Presidente do Brasil, que relata a trajetória presidencial de Fernando Henrique Cardoso e produzido em parceria com o político, abriu as apresentações. Em sua colocação, comentou como o Brasil é uma democracia onde não há conflitos étnicos ou guerras e, “se você olhar para outros lugares no mundo, verá que isso não é pouca coisa”. Continuou sua fala mencionando que não é um país onde o governo democrático é perfeito, mas que “é impensável para um país que há pouco tempo foi ditadura”.

O segundo a se apresentar foi o correspondente do The New York Times, Simon Romero, pós-graduado na Universidade de São Paulo. “Me considero com muita sorte de ver a evolução do país dos anos 90 até hoje. Vejo um país que melhorou muito em muitas áreas. Onde ainda há muito o que se fazer, mas que já é um exemplo para o resto da região latina e países em desenvolvimento”, disse Romero, que esteve no país pela primeira vez na década de 90, e retornou em 2001.

Antônio Gimenez Barca, do jornal espanhol El País, comentou que está em território brasileiro há poucos meses, carregando consigo folhas para ajuda-lo com seu discurso em português. “Há muitas coisas ruins, mas também muitas coisas boas, que compensam as anteriores, como a natureza e a índole das pessoas”, disse. E não deixou de lembrar aspectos negativos do país como a violência, embora o bom-humor de sua palestra tenha deixado evidente a opinião sobre o Brasil, referindo-se a este com o uso de adjetivos como “suave, delicado e amável”.

A última palestrante foi a peruana Verônica Goyzueta, professora da ESPM-SP e jornalista correspondente para o periódico espanhol ABC, que afirmou, assim como Simon Romero, considerar-se alguém de muita sorte “por ver tantas coisas acontecerem aqui no país”. Ao comparar com seu país de origem, mencionou que sente falta de ver monumentos no Brasil que representem a verdadeira origem da nação, usando como exemplo o povo nativo, os índios. “No Brasil, é como se a história fosse esquecida muito rápido. Não há a presença marcante de nenhum herói indígena”, completou.

Após suas devidas apresentações, o seminário, que durou aproximadamente duas horas, continuou com perguntas feitas pelos alunos. Assuntos como o futuro das relações exteriores do Brasil foram brevemente abordados, assim como o conservadorismo no congresso, as manifestações ocorridas no ano de 2013 e o desmatamento.

Maria Clara Daher e Carolina Brandileone (1 semestre) 

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