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“Memórias” apresenta Eliária Andrade, a engenharia no fotojornalismo

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A fotojornalista Eliária Andrade é a personagem do Memórias do Fotojornalismo Brasileiro, produzido pelos estudantes Larissa Lima e Walter Niyama (2º semestre) do Curso de Jornalismo da ESPM-SP. Eliária abandou a engenharia mecânica para se dedicar ao fotojornalismo.
Eliária Andrade chegou a este caminho ao ver que queria uma profissão dinâmica, que não houvesse rotina, e nisso encontrou o jornalismo, em que a cada hora há uma pauta diferente. Ela se formou em jornalismo pela Cásper Líbero, onde já fotografava, mas não pensava em seguir determinada carreira até que durante o curso percebeu que no jornalismo seria setorizada e na fotografia poderia abranger todas as áreas, podendo pegar uma pauta de esporte, economia, variedade, etc.
Entre suas influencias ela cita Zé pinto, Nair benedito e o grande fotografo Sebastião Salgado. Ela também é pós-graduada em globalização e cultura pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo. Já trabalhou no Diário Popular, no Diário de São Paulo, O Globo, e também como “freela” para o Estadão e a Folha. Todos como fotografa. Entre suas coberturas ela cita Seleção Brasileira, o acidente de avião da Gol e o acidente de avião da TAM. Ela também já fez cobertura de final de campeonato de futebol, a vinda do Papa Bento XVI e o Papa Francisco em que explica o quão trabalhoso é, e intenso, para registrar apenas um momento de poucos segundos, mas que mesmo assim é muito satisfatório. Ela também lembra da cobertura que fez do Carandiru.
Entre as matérias em que já passou medo ela conta do caso em que investigavam policiais que utilizavam uma viatura para usos que não eram de serviço público. Numa dessas, um policial colocou a arma em sua cabeça, mas escaparam ilesos ao mostrarem que eram jornalistas. Ela acredita que a leitura hoje dos repórteres e jornalistas é diferente, dizendo que o repórter-fotográfico está sob uma pressão maior e que o respeito se perdeu e atualmente não teriam saído dessa tão fácil. Ela acredita que há uma desvalorização da profissão visto que repórteres-fotográficos são atacados em manifestações pelos oficiais, lembrando o fotografo Sergio que perdeu um olho em uma dessas. Outra matéria memorável é a do caso da Fazenda da Junta em que estava ocorrendo uma reintegração de posse em que inclusive morreram pessoas, e bandidos ameaçaram ela e a equipe com quem estava a partirem. A repórter queria ficar, mas eles foram embora. Pois para Eliária há um limite que não pode ser ultrapassado. O limite da vida.
Eliária tem a opinião de que a fotografia artística e a jornalística podem se misturar, embora seus processos sejam diferentes, especialmente pelo fine art. E por falar em arte, ela tem procurado fazer mais trabalhos autorais, que não são presos ao instantâneo, em que se pode produzir uma série de fatos, e além disso a produção pode durar muito mais tempo que a jornalística e pode utilizar bem para realizar um bom trabalho. A série feita com outras fotografas para a Copa do Mundos, “As Donas da Bola”, em que tirou fotos em preto e branco de freiras jogando bola, se tornou parte do acervo permanente do Museu do Futebol. Ela já teve indicações, entre elas a do 9º troféu Mulher Imprensa, na categoria repórter fotográfica de jornal ou revista, mas não acha que sejam de grande importância. Ela também crê que todo mundo deveria fazer um curso de fotografia porque em algum momento as pessoas irão utilizar fotografia, mesmo não sendo jornalistas, fotografas ou fotojornalistas. Para o futuro ela espera seguir nessa linha de trabalho autoral.

Eli ria Andrade abandou a engenharia mec nica para se dedicar ao fotojornalismo (Basic Small – WEB MBL (H264 400)) from ESPM on Vimeo.

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