Memórias do Fotojornalismo – Ansel Adams

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Gabriel Beting – Lavínia Xavier – Sabryna Grechi – 2º semestre

Nascido em 1902, em São Francisco, nos Estados Unidos, Ansel Adams, desde muito novo se destacou na fotografia. Aos 14 anos, Ansel visitou o Parque Nacional de Yosemite pela primeira vez. Foi nesta viagem que ele tirou suas primeiras fotografias com uma Kodak nº1 Box Brownie, presente que ganhou de seus pais. Seus registros desse parque, para o qual voltou todos os anos até o final de sua vida, tornaram-se suas imagens mais conhecidas.

Ansel tinha em seu amor pela natureza a principal razão de seu envolvimento com a fotografia. Em 1919, associou-se ao Sierra Club, primeira ONG americana dedicada à preservação do meio ambiente. Foi lá que publicou imagens de sua autoria pela primeira vez, em 1922, e realizou sua primeira mostra individual, em 1928.

A cada verão, o Sierra Club promovia viagens para Serra Nevada e os registros que Ansel fazia dessas expedições permitia que ganhasse o bastante para sobreviver. Uma dessas expedições, constitui-se como uma espécie de marco de seu reconhecimento como fotógrafo. Foi quando olhou com atenção para o Half Dome, uma icônica cúpula de granito do parque que se erguia a 1.525 metros do chão do vale. O aspirante a fotógrafo que já havia feito a caminhada antes com um tio, mas, desta vez, Adams estava decidido a capturar a foto perfeita do Half Dome para adicionar ao seu portfólio – foto, que mais tarde, lançaria sua carreira como um dos fotógrafos mais influentes do século XX.

Quando o grupo chegou a Half Dome, sentaram-se para o almoço, esperando que o sol se movesse o suficiente para iluminar o penhasco inteiro. Às 14h30, estava pronto. Para sua primeira foto, usou um filtro amarelo para escurecer o céu azul, mas assim que ele soltou o obturador, soube que algo estava desligado. Em vez disso, para a segunda foto, ele usou um filtro vermelho-escuro que escureceria o céu quase a preto e enfatizaria a neve branca no penhasco do local. O filtro fez toda a diferença, como Adams rapidamente percebeu quando ele desenvolveu a foto mais tarde naquela noite. Considerou Monolith, the Face of Half Dome, Yosemite National Park, California (1927)sua primeira fotografia realmente refinada.

Com base em Monolith e nas outras fotos de seu portfólio, sua carreira comercial e artística começou a florescer. Ele continuaria se tornando um dos maiores fotógrafos de sua época, o homem cujas imagens continuam a ser sinônimo do deserto americano até hoje. Em 1934, foi eleito diretor do clube, reconhecido como o “artista de Serra Nevada e defensor de Yosemite”, e também foi contratado pelo Departamento do Interior dos Estados Unidos para fazer fotografias de parques nacionais.

Adams auxiliou na fundação do primeiro acervo museológico de fotografias no mundo, o do Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA). Ele ajudou a sediar a primeira exposição de fotografia do departamento; a fundar a revista de fotografia Aperture; e foi co-fundador do Centro de Fotografia Criativa da Universidade do Arizona.; Também contribuiu com a criação do sistema zonal, método para predeterminar com precisão o tom de cada parte da cena fotografada na cópia final; e o desenvolvimento do primeiro curso universitário de fotografia, na Escola de Belas-Artes de São Francisco.

Muitos de seus livros são apelos em favor da proteção ambiental, como Making a Photograph (1935), My Camera in the National Parks (1950), This Is the American Earth (1960) e Photographs of the Southwest (1976).