O Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (MASP), localizado na Avenida Paulista, apresenta a mostra A Ecologia de Monet, que retrata a relação do ser e o meio ambiente sob a perspectiva de Claude Monet (1840-1926), um dos principais nomes do movimento impressionista. A exibição, que teve início em 16 de maio, ficaria em cartaz até o dia 22 de agosto, mas devido ao sucesso, as datas e horários do evento foram ampliados e se encerraram no dia 6 de setembro.
Ultrapassando os números da exposição de Tarsila do Amaral – que detinha o recorde de maior público do MASP desde 2019 com a mostra Tarsila Popular –, A Ecologia de Monet alcançou 502 mil visitantes antes do encerramento e reúne 32 quadros, em sua maioria inéditos no hemisfério sul, divididos em cinco núcleos temáticos: Os barcos de Monet; O Sena como Ecossistema; Neblina e Fumaça; O Pintor como Caçador; Giverny: Natureza Controlada. Essas seções representam desde paisagens naturais até a presença do ser humano para a transformação ambiental e modernização, vivenciados pelo artista durante a sua carreira – 1870 a 1920.
Fernando Oliva, curador do MASP e parte da equipe responsável pela exposição, ressalta no perfil do museu que, embora a relação de Monet com o ambiente seja diferente da visão contemporânea, ainda é possível observar o impacto de suas obras na sociedade, especialmente com a documentação da industrialização e dos fenômenos naturais.
A Ecologia de Monet integra a programação anual do museu dedicada à exibição da ecologia e contou com catálogo bilíngue, além de textos de apoio em português e inglês. A exposição também dispunha de recursos de acessibilidade como visitas descritivas, legendas com fonte ampliada e conteúdos audiovisuais com narração, legenda e interpretação das obras em Libras; e entrada gratuita para pessoas com deficiência e seu acompanhante.
Ellen Soares, estudante do segundo semestre de Relações Internacionais, destaca que a forma de pintar, o amor pela natureza e facilidade em mesclar a urbanização europeia com elementos da natureza, podem mostrar ao público uma paisagem similar às brasileiras. “Foi incrível caminhar pela sala e observar a maneira como as obras ficaram cada vez mais abstraídas à medida que a catarata de Monet piorava”, acrescenta a jovem.
O Museu de Arte de São Paulo lançou uma coleção exclusiva nas Lojas MASP inspirada na exposição das obras de Claude Monet. Entre os produtos disponíveis para venda, estão: bolsas, ímãs, cartões postais, marca-páginas, garrafa térmica, camisetas, cadernos de capa dura e bloco de notas, entre outros.