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Ensino de libras ganha espaço na ESPM e reforça a importância da inclusão

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Sinais de Libras feitos por alunos. Foto Caroline Cardoso.

A partir deste semestre os alunos de todos os cursos da ESPM já podem aprender Libras (Língua Brasileira de Sinais) como disciplina eletiva, de forma gratuita e online. As aulas ocorrem semanalmente, às terças-feiras, das 18h30 às 21h30, sob a coordenação da professora Luciane Schutz Kruche, especialista em Libras e da Educação Inclusiva e professora da ESPM em Porto Alegre.

Para a professora, o domínio da língua de sinais pode ser um diferencial estratégico na trajetória profissional, assim como aconteceu com ela na própria carreira.
“As aulas vão ser importantes para os estudantes, que vão ter esse requisito no currículo, e para os surdos, que terão uma maior acessibilidade comunicacional e mais espaço para serem compreendidos”, afirma Luciane sobre as aulas, que começaram em março.

A adesão de mais de 30 estudantes que participam do curso mostram o interesse por adicionar ao currículo essa competência profissional e de responsabilidade social. Sofia Prioli, aluna do primeiro semestre de Design, conta que aguardava há mais de um ano a oportunidade de estudar libras. “Acredito que qualquer língua pode impactar a vida profissional. Acho de extrema importância saber me comunicar com as pessoas, sem contar que é um conhecimento prático”, explica a estudante.

Para Helena Rosa, estudante do primeiro semestre de jornalismo também está fazendo o curso, as aulas de libras são leves, além de trazer um aprendizado que pode ser muito importante para sua profissão desde a perspectiva da inclusão. “Precisamos nos preparar para entrevistar pessoas surdas”, diz.

Além do curso, a professora tem promovido conversas sobre o tema. No dia 22 de abril, foi realizado o evento “Libras e inclusão: Um debate necessário”, em comemoração aos 24 anos da Lei de Libras. O evento reuniu, além da professora Luciane, os professores Marcus Nakagawa, e Marcos da Silva e Silva, e a professora Carine Garbin, que contou a sua trajetória profissional como uma mulher surda. Com a presença de intérpretes de libras, o encontro também abordou temas como o impacto da Lei de Libras e do Hand Talk, uma plataforma brasileira de tecnologia focada em acessibilidade, que traduz áudio e texto para libras.

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