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Consumo de bebida alcoólica em bar próximo à ESPM-SP. Foto: Pedro Morandi
Jonas Lopes e Pedro Morandi (1º semestre)
Ingerir bebidas alcoólicas, independentemente da idade, pode ocasionar doenças patológicas e, consequentemente, um agravamento do estado de saúde. Entretanto, a especificidade em adolescentes se dá pelo fato de a bebida afetar o desenvolvimento neurológico de um corpo ainda em formação, causando prováveis danos mentais irreversíveis.
O psicólogo e professor Armando Ribeiro, em depoimento ao Portal, compartilhou algumas informações intrigantes sobre o consumo de álcool na adolescência.
“O uso de álcool pelos jovens na sociedade atual é resultado direto de campanhas das indústrias de bebida para associar o uso destas substâncias a temas como ‘fazer parte do grupo’, ‘eventos esportivos’, entre outros. A mentira é reformulada com o aviso ‘beba com moderação’, em que o jovem subentende que ele tem o controle sobre o uso da ingestão de álcool, frente à forte pressão do grupo social.”
Nesse sentido, o professor também enfatiza uma “necessidade” da utilização do álcool entre os adolescentes para pertencer a um grupo social. A entrada do álcool na vida de jovens é cada vez mais precoce e pode ser gatilho para a experimentação de outras drogas e também de um possível abuso da substância.
Além disso, segundo dados da OMS publicados em outubro de 2024, a prevalência de transtornos mentais vem crescendo em todo o planeta, e o uso de álcool pode amplificar sentimentos ansiosos e depressivos em jovens que já apresentam sintomas ao longo da vida.
De acordo com informações do Instituto Ipsos, 45% dos entrevistados entre os 15 e os 19 anos disseram sofrer com algum nível de ansiedade, e conforme dados do IBGE, 6,2% dos brasileiros na mesma faixa etária sofrem com depressão. Esses dados podem ser agravados durante os próximos anos justamente pelo contato precoce com o álcool.[/vc_wp_text][/vc_column][/vc_row]