Jovem fuma maconha em bar próximo da ESPM-SP. Foto: Pedro Tambellini
Lucas Silveira e Pedro Tambellini (1°semestre)
O Sistema de Vigilância de Fatores de Risco para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) publicou, em 2024, um relatório indicando que o consumo de álcool entre jovens adultos brasileiros, entre 18 e 24 anos, atingiu seu menor número desde 2015. A pesquisa destaca que os homens, em específico, apresentaram o menor índice de consumo desde 2006, apenas 22%. Já as mulheres também estão reduzindo o uso, com 16% da amostra pesquisada.
Em contrapartida ao declínio do uso do álcool, segundo um estudo do G1, 74,8% dos brasileiros já experimentaram alguma substância ilícita, sendo que 89% citaram a maconha (Ccannabis sativa) como já utilizada.
Um jovem estudante da ESPM-SP, de 22 anos, que prefere não ser identificado, contou que suas primeiras experiências com maconha e álcool foram aos 15 anos. Hoje, seu consumo de bebidas alcoólicas se restringe a uma ou duas vezes por mês. “Eu fumo um todo dia, bebida só em rolê (sic). Não deixo atrapalharem meus estudos”, afirma.
Efeitos e legislação
De acordo com o CISA (Centro de Informações sobre Saúde e Alcoolismo), o álcool atua como um depressor do sistema nervoso central e afeta diretamente alguns órgãos como coração, estômago, vasos sanguíneos e fígado. Além disso, o uso diário é propenso a gerar dependência química.
Já a maconha influencia muito na piora da memória recente e também no registro de memórias futuras. Como o processo de combustão resulta na liberação de gás carbônico, a inalação da fumaça é bem prejudicial para o ser humano, uma vez que pode resultar em doenças cardíacas e respiratórias, como foi dito por especialistas do Hospital Santa Monica.
A legislação brasileira conta com duas leis a respeito do álcool. A lei nº 8.069/1990 proíbe a venda de bebida para menores de 18 anos, podendo levar o fornecedor a até quatro anos de prisão. A Lei Seca não permite dirigir sob o efeito do álcool, resultando na suspensão de 12 meses da CNH do condutor embriagado.
A partir do dia 26 de junho de 2024, o Supremo Tribunal Federal descriminalizou o porte pessoal de cannabis em até 40 gramas por pessoa. O uso em público ainda é proibido.